sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A Serviço da Educação


Enfim cheguei ao caminho dos Bloggers onde é possível, com total responsabilidade, indicar e obter soluções nos assuntos que não pretendo apenas “coisas só de meu conhecimento”. Na Educação, desde 1964, dela nunca me afastei. Passei por um sem número de experiências vindas, acumuladas face a inúmeros “ensaístas”.

O Golpe de 1964 que durou até 1985 nos impusera alinhamento político com os interesses dos USA. Parece fácil a expressão de [1964 a 1985], porém, quanta dor, perseguições, mortes ao tempo que partituras nos trouxeram período fértil, que nos ofereceram as mais belas composições e até as personalidades inquestionáveis.

Não foi fácil cruzar esta triste ponte (64 a 85), pois, muitos deixaram sangue e sofrimentos impares que nos marcaram/marcarão por todo nosso sempre. Uns deixaram suas vidas a serviço da restauração da DEMOCRACIA, enquanto outros banidos para longe de suas famílias e outros mais ainda, por interesses próprios, lá encontraram, sabemos lá sob que argumento, apoio nos bancos das universidades.

Hoje, vemos nosso sistema educacional, em difícil recuperado, eis que lançado no mais triste pântano. Nossos ganhos de difícil recuperação uma vez o inicial se fez muito baixo. Os milhões de empregos formais, os milhões de irmãos que ascenderam às classes sociais mais elevadas na pirâmide social, as novas universidades federais (14) e as escolas técnicas (214) estão a nos mostrar um novo pais, um povo mais feliz, ainda que, ressentido. A lei da anistia não nos satisfaz. Crime de tortura é imprescritível.  


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

48 horas para 27 horas

27 horas
Marcio Pochmann
Com o transbordamento das atividades para além do local de trabalho, o descanso semanal reduz-se de 48 horas para 27 horas na semana
A conhecida semana inglesa de trabalho parece se transformar rapidamente em miragem para parcela crescente dos ocupados. Pesquisa realizada sobre condições de vida e trabalho no Reino Unido revela que, nas atividades de serviços, o antigo descanso semanal de 48 horas foi reduzido na prática para somente 27 horas.
Há fortes indícios de que a jornada de trabalho deixa de começar na manhã de segunda-feira e se encerrar na tarde de sexta para, cada vez mais, se iniciar no meio da tarde de domingo e prolongar-se até o início da tarde do sábado.
Assim, o tempo do descanso semanal é diminuído em 21 horas (43,7%), conforme estudos sobre hábitos do trabalho de 4.000 empregados de 16 a 60 anos de idade no setor de serviços britânico.
A cada dez ocupados, seis efetuam tarefas relacionadas ao trabalho heterônomo (pela sobrevivência) no final de semana.
Entre as principais atividades laborais fora do local de trabalho estão as ligadas ao uso contínuo do computador pessoal, especialmente em tarefas de correio eletrônico, internet e no desenvolvimento de relatórios e planejamento.
A maior parte dos ocupados que trabalham no final de semana informa exercê-lo por pressão da empresa, embora haja aqueles que são estimulados a fazê-lo pela concorrência entre os colegas.
No tempo da Revolução Industrial, décadas de lutas do movimento social e trabalhista foram necessárias para conter as extensas jornadas de trabalho (superiores a 14 horas diárias e a mais de 80 horas semanais). Por meio de férias, do descanso semanal e dos limites máximos impostos à jornada (oito horas diárias e 48 horas semanais), a relação do trabalho com o tempo de vida reduziu-se de mais de dois terços para menos da metade.
Assim, os laços de sociabilidade urbana foram construídos por meio do avanço de atividades educacionais, lazer e turismo, entre outras fundamentais à consolidação de um padrão civilizatório superior.
Paradoxalmente, o curso atual da revolução tecnológica nas informações e comunicações faz com que o ingresso na sociedade pós-industrial seja acompanhado da elevação da participação do trabalho no tempo de vida.
O transbordamento laboral para fora do local de trabalho compromete não apenas a qualidade de vida individual e familiar como também a saúde humana.
Não são diminutos os diagnósticos a respeito das novas doenças profissionais em profusão.
O predomínio do trabalho imaterial, não apenas mas substancialmente estendido pelas atividades no setor terciário das economias -a principal fonte atual de geração de novas vagas- permite que o seu exercício seja fisicamente mais leve, embora mentalmente cada vez mais cansativo.
Antigos acidentes laborais provocados pelo esmagamento em máquinas são substituídos por novos problemas, como o sofrimento humano, a solidão e a depressão, cada vez mais associada às jornadas excessivas de trabalho e ao consumismo desenfreado.
A imaterialidade do trabalho, mesmo nas fábricas, por efeito da automatização e das novas tecnologias de informação e comunicação, torna o exercício laboral mais intenso e extenso.
Por força do transbordamento laboral para além do local de trabalho, a jornada de 48 horas aumenta para 69 horas semanais, enquanto o descanso reduz-se de 48 horas para 27 horas na semana.
MARCIO POCHMANN - professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas, é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Fonte: Fepesp.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Viva o Brasil

\o/iva o Brasil
Alfio Bogdan
A despeito de alguns brasileiros que insistem em difundir ódios e pensamentos agressivos, nosso povo é dócil e respeitador da ordem jurídica segundo a qual se pautam nossas decisões. Somos um povo que vivemos, não plenamente, mas num Estado de Direito.
Nossos ‘hermanos’ argentinos varrem seus perseguidores “prisões aos maléficos!”, nada de benefícios da Lei de Anistia. Os também hermanos, os chilenos, quiçá num “recuerdo” a 11/set/73 – dia em que Allende se “suicidou”(?) com o fuzil que recebera de presente de Fidel – Absurdo, impossível tal suicídio, dizem os Direitos Humanos.
Verificar-se-ão as condições das mortes de Allende e outros 725 desaparecidos na ditadura chilena. “Nada mais expressivo que não o momento vivido no Chile”, disse Lorena Pizarro que preside a associação “Grupo de Familiares dos Detidos Desaparecidos”. Embora abominamos, há os que rendem tributos ao regime de exceção. P.e. o espaço do leitor do dia 1/02/2011 – contaminado!
Sabem nada os dois advogados. Sobre o Partido dos Trabalhadores - petismo, comunistas etc – como dizem. Verdadeiramente nada a ver. Somos da PAZ! Não só pelos adesivos nos automóveis. Exemplifica-se com a mais recente mobilização: Mohamed El-Baradei egípcio reconhecido pelo Premio Nobel/2005 nas ruas com o povão.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

nova visão

POR QUE LIBERTAR CESARE?

Lucas Rafael Chianello, além da grande mídia.

Ao longo do tempo, foram inúmeras as aberrações jurídicas sofridas pelo ex-ativista e escritor italiano Cesare Battisti, que se encontra detido no presídio da Papuda, em Brasília. Aqueles que indiscriminadamente lhe dão como líquida e certa a personalidade de assassino e terrorista desconhecem ou não dão importância aos erros propositais contra ele cometidos.

Quando Cesare se inseriu na militância de esquerda italiana, nos últimos anos da década de 60, conheceu e se tornou amigo de Pietro Mutti. Entretanto, após diversos acontecimentos que inclusive levaram à dissolução do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), o mesmo Pietro Mutti delatara premiadamente Cesare Battisti por ele ter se recusado a participar de ações armadas. Eram os chamados anos de chumbos, nos quais o poder judiciário italiano adotou medidas de tribunais de exceção sob a justificativa de conter a ação de militância subversiva.

Quanto maiores eram as delações premiadas, maiores eram os perdões judiciários concedidos pela justiça italiana. Assim, Cesare foi acusado e posteriormente condenado, à revelia, dos crimes delatados vingativamente por Mutti. Não restou alternativa que não fosse a fuga de seu próprio país.

Depois de vários anos exilado no México, Cesare muda-se para a França e por lá responde a um processo de extradição. Na época vigorava a chamada Doutrina Miterrand, cuja regra era a de conceder asilo político àqueles que haviam renunciado à luta armada. Cesare então passa a trabalhar como zelador de um prédio e desenvolve a profissão de escritor de romances policiais. Por mais paradoxal que possa parecer, finalmente, num primeiro momento, Cesare voltaria a ter uma vida normal, até que um dia é cercado por policiais e levado para uma penitenciária. Novamente ele responde a um processo de extradição cujo pedido formulado pelo governo italiano é julgado procedente.

Num sistema jurídico de qualquer país democrático do mundo, não se responde ao mesmo processo duas vezes. De nada adiantou os advogados de Cesare o tranquilizar dizendo que na França existia o direito, ao contrário da Itália. Novamente não haveria outra saída a não ser fugir.

O caso Cesare Battisti vem à tona no Brasil quando ele é preso pela Polícia Federal, em 2007, utilizando-se de um passaporte falso. Em 2009, o então Ministro da Justiça Tarso Genro lhe concede o asilo político, mas o governo italiano contesta e ajuiza um pedido de extradição no Supremo Tribunal Federal, que decide a favor do governo italiano mas ressalta que a decisão final compete ao Presidente da República. Hoje, no último dia do mandato de Lula, deverá constar do Diário Oficial da União a concessão de asilo a Cesare, após parecer da Advocacia Geral da União.

Não se trata de conceber Cesare como um coitadinho perseguido. Conforme podemos observar, diversos princípios elementares de direito foram lesados: houve uma delação premiada em troca de perdão político, tolheu-se o contraditório e a ampla defesa, respondeu-se ao mesmo processo de extradição por duas vezes e mesmo após a concessão de asilo político pelo Presidente Lula no último dia de seu mandato, pode ser que o caso volte a ser analisado pelo STF. Ora, se a própria suprema corte de direito brasileira decidiu que a palavra final é do Presidente da República, por que o caso deve ser analisado novamente? Fez-se a coisa julgada!

No mais, enquanto este blogue buscava notícias na internet sobre o caso em evidência neste artigo, foi descoberto que o ex-presidente italiano Francesco Cossiga (mandatário de 1985 a 1992), falecido no último mês de agosto, admitiu ter perseguido Cesare Battisti.

Portanto, não há mais o que discutir. Os inúmeros erros jurídicos propositais já foram cometidos, a perseguição política foi admitida e foi decidido que a palavra final era do Chefe do Poder Executivo do Brasil. Basta de injustiças! Feliz 2011 é com Cesare livre!
Durante as eleições, sob o argumento de querer oferecer aos seus leitores mais dados históricos da vida da candidata Dilma Rousseff, a Folha de São Paulo pediu, no Supremo Tribunal Militar, o desarquivamento do processo respondido pela petista durante a ditadura. Entretanto, quais seriam as verdadeiras intenções da Folha de São Paulo? Nunca é demais lembrar que este jornal emprestava veículos para a operação bandeirantes prender e torturar "subversivos", que publicou em sua capa uma ficha falsa de Dilma elaborada por neonazistas e chamou o período militar de ditabranda em um dos seus editoriais.

Os autos de um processo são públicos e podem ser vistos por qualquer pessoa, exceto se houver segredo de justiça, de tal forma que, a priori, não há nada demais em consultar o processo respondido por Dilma ou por qualquer outro cidadão infelizmente torturado. O grande problema é a versão e a opinião que jornalistas e colunistas da Folha darão sobre um depoimento tomado sob tortura e, por que não, num tribunal de exceção, afinal, Dilma e demais presos políticos respondiam por "crimes" cometidos por cidadãos comuns num órgão do poder judiciário destinado a julgar infrações cometidas por membros das Forças Armadas.

Também é de se suspeitar a inércia da Folha durante todo esse tempo, pois após publicar uma ficha falsa de Dilma, emprestar carros para a OBAN e chamar a ditadura de ditabranda, o desarquivamento do processo foi pedido em época de eleição.

Tornar público o processo respondido por Dilma é uma oportunidade de se acertar as contas com o passado. Um povo que não conhece a sua história está condenado a repetí-la, já dizia a célebre frase de autor desconhecido. Muitos torturadores de outrora hoje estão soltos e vivem como se nada tivesse acontecido, enquanto vários vizinhos nossos do cone sul continuam a condenar militares ex-ditadores por crimes de lesa pátria e lesa humanidade.

Antes de qualquer manchete ou coluna de jornal, primeiramente é preciso ouvir o que Dilma tem a dizer sobre o processo ao qual ela respondeu, por se tratar de um julgamento injusto feito num período de exceção. Por isso, qualquer comentário a respeito da Primeira Presidenta do Brasil que venha a difamar e macular sua trajetória não merece nenhum crédito, pois nas próprias palavras da Presidenta eleita, "não dá valor à democracia quem a compara com a ditadura".

Para saber mais sobre o assunto:

***BENTO XVI DÁ AS CARAS - DIFERENÇAS ENTRE O BRASIL E O VATICANO.


Se Dilma deixou de vencer as eleições no primeiro turno por causa da questão do aborto, não se pode afirmar. Porém, se a questão do aborto foi um dos impedimentos, pode ser que tenha sido. O que interessa é que há três dias do pleito eleitoral, o jornal que emprestava veículos para a Operação Bandeirantes na época da ditadura militar divulgou uma espécie de parecer do líder supremo católico que, na sua essência, orienta os líderes e fiéis de sua religião a se posicionarem politicamente contra qualquer projeto que defenda o aborto.

Pelo aborto ou contra o aborto? Eis a questão? Não, deixemos isso para depois. O fato é que o Vaticano é sim um Estado e a opinião camuflada do líder religioso a favor de José Serra, no sentido de dar a entender "não vote em Dilma porque ela defende o aborto", é uma grave ingerência internacional que fere o princípio da autodeterminação dos povos. Se o aborto será legalizado no Brasil ou não, isso é um assunto interno do qual o Vaticano não tem nada a ver.

No que se refere à pessoa, Bento XVI não tem qualquer moral para falar nada. Qual a credibilidade de alguém que foi membro da juventude hitlerista? Que julgou inquisitoriamente, à là idade média, vários teólogos da libertação que sentaram na mesma cadeira que Giordano Bruno e Galileu Galilei? Que se pronuncia contra o direito dos africanos usarem camisinha enquanto a África sofre com a AIDS? Joseph Ratzinger, ex-prefeito da Doutrina da Fé (algo como uma ala de extrema direita da igreja católica), deve se preocupar com as questões internas do seu Estado e não sobre o aborto no Brasil, que na verdade deve ser analisado sob a ótica da saúde pública, da ciência jurídica e da autodeterminação da mulher.

Entretanto, as incabíveis palavras do pontífice são uma oportunidade para recordarmos diversos aspectos acerca de um Estado que hoje, a partir do seu líder maior, tentou interferir veladamente (ou discaradamente) na discussão eleitoral brasileira.

Enquanto o Brasil é um Estado laico e sua lei maior é a Constituição de 1988, o Vaticano é um Estado de religião oficial cuja lei maior é a Bíblia. Enquanto no Brasil se vota para Presidente da República de quatro em quatro anos, no Vaticano o Papa é escolhido por um certo conselho restrito e somente deixa o cargo quando morre. Enquanto o Brasil é um país descoberto pelos portugueses, onde os índios de outrora aqui já habitavam, o Vaticano é um Estado criado pela igreja católica em 1929 a partir de um acordo, o Tratado de Latrão, feito com o líder máximo do fascismo, Benito Mussolini.

Ora, qual a moral então do ex-juventude hitlerista dizer como devemos avaliar a questão do aborto nessas eleições? Qual a moral deste impopular todo poderoso querer falar em orientação para se decidir sobre o aborto dentro de uma perspectiva democrática? Quem for a favor será excomungado? Terá cometido um delito de opinião?

O ponto de vista é a vista do ponto. A lamentável satanização pelo qual se viu a questão do aborto nessas eleições em nada somou para uma discussão construtiva sobre o tema. E as palavras de Bento XVI hoje divulgadas no jornal que oferecia veículos para a OBAN somente veio a banalizar a questão de uma vez por todas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

11.jan.2011

Pois é, “temos nosso dia 11”. O Brasil manterá, na memória, os horrores do dia 11 de janeiro contabilizando, desgraçadamente, as mortes por afogamento e soterramento. Ainda que fosse uma só pessoa teríamos o luto imperdoável, mas, muitas são as vidas ceifadas pela incompreensão dos deslizamentos nas enxurradas de lama decorrente da ocupação desordenada das encostas.
Não tendo opção onde morar, face ao parco ganho, penduram suas casas como num equilibrismo macabro. Ainda assim, solidarizo-me com o povo sofrido deixando de assistir a apresentação de Ronaldinho aos torcedores do Flamengo – tremendo “mau gosto” e contrassenso -, eis que um esporte de massa. Não se justifica o registro da benquerença àquele que receberá R$ 1 milhão mensalmente ao tempo das imagens dos horrores na contabilização maldita.
Mortes por afogamento, desaparecimento, casas e carros totalmente destruídos pelos enxurros de lama formando a papa assassina levando tudo à sua frente. A natureza é implacável, não perdoa nunca. Numa manifestação macabra a mãe natureza castiga seus filhos equilibristas e aqueles que chegaram de longe impondo a ruptura brutal na linha da vida.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

sabe com quem está falando?

Você sabe com quem está falando? Típica pergunta que pensávamos desaparecida do cotidiano tupiniquim, mas, vê-se que está, cada dia, mais enraizada no linguajar de algumas de nossas proeminentes autoridades. Importantes, por acolhidas pela gente do povo.  
Épocas passaram em que se cuidava mais quanto à expressão do comprometimento sobre este ou aquele assunto: Você o disse! ‘Eita’ afirmativa danada siô, pois, o interlocutor não encontra resposta como forma de saída. “Falou tá falado”. “Punto e basta” como diz o Totó em Passione.
Noutro giro, o Gilmar Mendes afirmou que havia grampo em seu gabinete e hoje a PF concluiu não existir grampo algum no recôndito ambiente do supremo que fora supremo do supremo.  Segundo Maierovitch o Gilmar cometeu um crime: art. 340 do CPB. Tudo aconteceu com o se nada tivesse acontecido. É ou não o tal de: sabe com quem...?
Não vejo comprometimento da mídia com o povo no sentido de levar-lhe a necessária informação para melhor conhecimento, mas, como dizia Adoniran: piove, piove/fa tempo Che piove qua Gigi/io, sempre io/sotto la tua finestra... E o Gilmar muito p... dentro das calças, metralhando para todos os lados como é seu feitio. Mas, eficiência mesmo, “neca de pitibiribas”.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Dilma 2011

Dilma!
Alfio Bogdan
“À Dilma muita sorte, porque coragem ela mostrou que tem”. Nunca uma frase resumiu tão bem a trajetória de uma pessoa de tamanho valor. Dedicou-se a desestabilizar a ditadura que solapou nossa Nação e tem agora a honra de mostrar a que veio, conduzida que foi à Presidência da República pela vontade popular.
Com o espírito desprovido de rancores conduzirá a Nação “escolhendo o barulho da imprensa livre ao silêncio da ditadura” eis que desta decorre a dominação, o subjugo, as perseguições. Está ai a essência da democracia, da liberdade naquilo que é mais sagrado.
 “Não peço a ninguém que abdique de suas convicções. Buscarei o apoio, respeitarei a crítica. É o embate civilizado entre as ideias que move as grandes democracias como a nossa”. Nada mais significativo em termos de democracia e liberdade escrita em nossa “Carta Maior” e significativamente pregada por Dilma.
Meu estado d’alma escolheu o discurso de Dilma entre tantos que os tenho em coleção, mesmo ante o antológico de Marco Túlio Cícero (o romano) contra Lúcio Sérgio Catilína destacando: “Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua loucura?”. Ainda assim, mais uma vez, respeitava o direito de manifestação do “inimigo moral”.
[sjrp - 02/01/2011]