terça-feira, 12 de abril de 2011

sabe tudo!!!!

Fausto De Sanctis não quis falar sobre o julgamento do STJ quanto ao Castelo de Areia, mas não deixou por menos ao falar sobre a dualidade de tratamento no sistema criminal quanto aos pobres e aos ricos. Como quem conhece falou sobre o Supremo Tribunal Federal ter legitimado interceptações após denúncias anônimas e prorrogações de interceptações por longos prazos.

Agora as coisas tomam conotações estranhas, pois, não se pode comprometer a imagem da Justiça com dualidade ao tratar diferentemente pobres e ricos. “Tudo o que é feito é sempre interpretado de maneira favorável às teses provenientes daqueles que lucram muito com elas”. Disse Dr. Fausto em uma entrevista cuidadosa.

Noutro giro, a Dilma não foi apenas mulher eleita presidenta, foi a primeira mulher a tal feito. Da guerrilha do Araguaia, passando pelos porões do Doi-Cod, sob as garras do demoníaco Delpo Fleury, restou viva. A tudo isto superou chegando à presidência e nestes 100 dias fez mais, muito mais que o próprio Lula. Ainda agora está na China “peitando” (desculpe-me) o governo e empresários de lá. Determinação é aquilo e isto.

domingo, 3 de abril de 2011

31 de março - 1º de abril - lembranças de que?

lembranças?
Alfio Bogdan
Antes dos casos das “fichas sujas” vêm os da “anistia” e do “Opportunity” que ainda não nos deixam em paz com nossos sentimentos. Neste caso, do Dantas, o magistrado De Sanctis, titular da 6ª Vara Criminal de São Paulo, hoje elevado à função de desembargador no TRF 3ª Região e mais recentemente levado a deixar de julgar Crimes. Dessarte é levado longe de Dantas. Intencionado?

Em rota de colisão com nomes de expressão na economia paulistana e brasileira, juntou-se em rota de colisão com Gilmar Mendes aquele que libertou, com 2 HCs – em menos de 24 horas – Dantas et caterva. Não sei a razão temporal, mas sim o significado dos instrumentos mencionados. Vou com a indignação de muitos juristas.

No caso da anistia o STF acabou por livrar os torturadores cujos crimes são imprescritíveis, segundo renomados juristas. Recentemente veio à tona declaração de Lucena um advogado de Rondonia: “O sujeito amarrado, algemado e o executor puxava o gatilho e matava”. “Tinha gente que não resistia meia hora no pau de arara: contava tudo”. Há razão para  comemoração?


sábado, 2 de abril de 2011

De olhos opacos no turbilhão do mundo


Ah, Aleluia quanta estupidez, Você poderia dormir sem esta. Agradecemos pelo exemplar trabalho de outro autodidata - como ele mesmos e define - Leia Santayana  e vê se aprimora seus conhecimento de sociologia ciência na qual Lula dá um banho nos letrados.


Mauro Santayana


O engenheiro baiano José Carlos Aleluia enviou carta ao Reitor da Universidade de Coimbra, protestando contra a concessão do título de Doutor Honoris-Causa ao operário Luis Inácio da Silva, que, com o apelido afetivo de Lula, presidiu ao Brasil durante oito anos. Sem mandato, Aleluia mantém contatos com seus eleitores, mediante um site na Internet.

Ele foi um oposicionista inquieto, ocupando, sempre que podia, a tribuna, no ataque ao governo passado, dentro da linha sem rumo e sem prumo do DEM. Aleluia considera uma ofensa às instituições acadêmicas o titulo concedido a Lula, e faz referência elogiosa à mesma homenagem prestada ao professor Miguel Reale. Esqueceu-se, é certo, de outros brasileiros honrados pela vetusta universidade, como Tancredo Neves. Não é preciso conhecer a teoria de Freud para compreender a escolha da memória de Aleluia.

O título universitário é, hoje,  licença profissional corporativa. O senhor Aleluia está diplomado para exercer o ofício de engenheiro. A Universidade o preparou para entender das ciências físicas, e é provável que ele seja  profissional competente, tanto é assim que ministra aulas. O título universitário certifica que o graduado estudou tal ou qual matéria, mas não faz dele um sábio. O conhecimento adquirido na universidade é importante, mas não é tudo. Volto a citar, porque a idéia deve ser repetida, os versos de um escritor mais identificado com a direita do que com a esquerda, T.S. Elliot, nos quais ele mostra a diferença entre ser informado, conhecer e saber: Where is the wisdom we have lost in knowledge? Where is the knowledge we have lost in information?
O título de Doutor Honoris-Causa, sabe bem disso o engenheiro Aleluia, não é  licença profissional, mas o reconhecimento de um saber, construído ao longo do tempo, tenha o agraciado ou não freqüentado a universidade. O papel da Universidade não deveria ser o que vem desempenhando – o de conferir certificados de preparação técnica -, mas o de abrir caminho à busca do saber. O Senador Christovam Buarque, com a autoridade de quem foi reitor da UNB, disse certa vez que a Universidade ideal será aquela que não expeça diplomas.  

Lula, com os seus defeitos, e não são poucos, é um doutor em política. Um chefe de Estado não administra cifras, não faz cálculos estruturais, não prolata sentenças, nem deve escrever seus próprios discursos. Cabe-lhe liderar os povos e conduzir os estados, e isso dele exige muito mais do que qualquer formação escolar:  exige a sabedoria que desconfia do conhecimento, e o conhecimento que se esquiva das informações não confiáveis.

A universidade é uma instituição relativamente nova na História. Ela não foi necessária para que os homens, com Demócrito, intuíssem a física atômica; com Pitágoras e Euclides, riscassem no solo  figuras geométricas e delas abstraíssem os teoremas matemáticos; e muito menos para que Fídias fosse o genial arquiteto e  engenheiro das obras da Acrópole e o escultor que foi. Mais ainda:  as maiores revoluções intelectuais e sociais do mundo não dependeram das universidades, embora nelas se tenham formado grandes pensadores – e sua importância, como centro de reflexões e pesquisas, seja insubstituível. O preconceito de classe contra Lula sela os olhos de Aleluia e os torna opacos.

Solidário o meu autodidatismo com o de Lula, quero lembrar o grande escritor norte-americano Ralph Waldo Emerson: um talento pode formar-se na obscuridade, mas um caráter só se forma no turbilhão do mundo.

É no turbilhão do mundo que se forma o caráter dos grandes homens.

Fonte: Conversa afiada

quarta-feira, 30 de março de 2011

Liberdade de expressão e de imprensa


Queiram ou não, o regime vivido de 64, ano do golpe, a 85, ano da retomada da democracia com eleições livres e diretas, está ai por seus editores e por testemunhas oculares. São três as fases do governo de exceção imposto ao povo brasileiro. De 64 a 68 o período foi de consolidação do regime imposto. Intervenções, cassações, suspensões de direitos políticos grassavam entre nós.

Em 68 foi promulgado o [AI nº 5]. Aqui passamos a viver a verdadeira fase de chumbo. Surge o general Golbery. Aí, novas e mais eficientes perseguições e repressões sob forte ideologia anticomunista, nunca jamais vistas [pra não dizer que não falei das flores]. Em 74 com a entrada de Geisel torna-se robusta a fase dos desaparecimentos, porém, já se alinhavava a roupagem da liberdade e retomada da democracia – livro: Direito à Memória é à Verdade. Liberdade liberdade/abra as asas sobre nós!/Das lutas na tempestade/Dá que ouçamos tua voz!

Em 2002 tivemos a tomada do governo por um representante da classe operária, por força do voto, numa relação creio jamais será alcançada. Foi uma verdadeira “surra eleitoral”. Assim foi até a saída do operário com aprovação superior a 90% entre os brasileiros. Agora parte o seu mais fiel político: O Vice, José Alencar cujo adeus de Lula foi umedecido por suas sinceras lágrimas nas terras de antão, deixa-nos a todos com a alma singular.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Liberdade de expressão e de imprensa


Censura _ liberdade _de_ expressão _ e de imprensa.

A discussão de temas como censura, liberdade de expressão e de imprensa está sempre presente entre nós. Aloysio Castelo de Carvalho tocou na existência do conluio entre ‘O Globo’, ‘O Jornal’ e ‘Jornal do Brasil’, para derrubar o governo João Goulart, em 1964. Dessarte adverte:

"A liberdade de imprensa é um eixo discursivo dos jornais quando eles querem se valorizar como único canal de expressão da opinião pública".
As novas gerações precisam conhecer a história da censura no Brasil e incluir aí não só a censura exercida pelo Estado, mas outras formas de censura: aquela que vem de nossa herança colonial da "cultura do silêncio" e também a censura disfarçada exercida pelo silêncio deliberado em relação a certos temas, pratica rotineira na grande mídia.

O artigo 220 da CF/88 reza: "É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística". Sim, mas quem são os censores? Além do que há os que se lhes impõem a censura – ai a autocensura.
[observatório da imprensa]

domingo, 13 de março de 2011

Lei! Ora Lei!

De acordo com o direito de defesa e ao princípio do contraditório, as declarações das supostas vítimas, os testemunhos e as perícias em questão serão oferecidas às partes. O valor probatório de tais declarações, testemunhos e perícias será determinado na devida oportunidade pelo Tribunal.
A repressão à Guerrilha do Araguaia imposta pelo Estado tipifica exemplo acabado de crime de lesa-humanidade. Como tal, seu julgamento não pode ser obstado pelo decurso do tempo, como a prescrição, ou por instrumentos normativos de anistia.
"A legalidade e liberdade são as tábuas da vocação do advogado. Nelas se encerra a síntese de todos os mandamentos. Não desertar a justiça, nem cortejá-la. Não lhe faltar com a fidelidade, nem lhe recusar o conselho. (...)”. Rui Barbosa em Oração aos moços.
Dessarte, como é possível, a um advogado sair professando ódio e difamação àqueles que optaram por suas decisões de foro patriótico, contra a usurpação decorrente do golpe de 31 de março e do AI5, propostos em nome da liberdade, tradição e propriedade?
Quase somos levados a acolher o entendimento sobre a necessidade do advogado se a lei for auto-aplicável. Valeria fincarmos a bandeira no terreno do desrespeitoso “Lei! Ora lei!”, perpetrado por Getúlio Vargas? 

terça-feira, 1 de março de 2011

FSMundial

Fundo Social Mundial
Alfio Bogdan
São quase 13 milhões de famílias com benefício médio de R$115,00. Se na próxima reunião do Copom a Selic subir 0,5%, os rentistas receberão R$7,5 bi/ano. Pois bem, os rentistas receberão quase quatro vezes o valor do reajuste do benefício a 50 milhões de brasileiros pobres. A estes notamos críticas, já àqueles, somente bajulações.

mmanuel Wallerstein, sociólogo norte-americano, manifesta-se sobre a condicional de, se os partidos de esquerda, que buscam o poder com vistas à transformação do mundo que está em discussão, não resolverem suas diferenças, inevitavelmente teremos o colapso da economia e do mundo capitalista de modo que ao triunfo da direita mundial contemplar-se-á um sistema mais perverso que o de agora.

Pois bem, perto de 100 mil pessoas participaram do Fórum Social Mundial, o que se constitui, de per si, num número notável. Para realizar um evento de tal magnitude, o FSM requereu movimentos sociais fortes como os de agora e num país onde o governo ao menos tolere as sessões do evento.