quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Frente de Esquerda para pensar em 2018

Tarso Genro em Carta Maior
A postura que a direita conservadora, em geral, e o centrismo neoliberal vem assumindo, depois da confirmação da vitória da presidenta Dilma, demonstra que estamos chegando num novo momento de transição, no qual se revigora, de um lado, a questão democrática e, de outro, cobra atualidade a questão da unidade da esquerda, para continuar mudando o Brasil.
Esta transição está com seu futuro indeterminado, mas poderá ser para melhor, como foi o ciclo aberto pela Carta aos Brasileiros em 2002.
Mas uma "Carta aos Brasileiros" nos mesmo moldes da anterior, seja agora (no início do novo governo Dilma), seja num futuro governo em 2018, não só não teria nenhum efeito para "acalmar os mercados", mas também não alinharia as mesmas forças políticas, no Legislativo e na sociedade, para dar sustentação a um novo ciclo de reestruturação das classes sociais no Brasil. Falamos num novo ciclo frontal de combate às desigualdades sociais, que ainda persistem no Brasil de maneira dramática e vergonhosa.
Se é verdade que, em outros momentos, a estratégia daquela carta foi necessária e funcionou, para permitir a reestruturação da sociedade de classes no Brasil - interferindo positivamente na vida de 50 milhões de pessoas - não é menos verdade que a própria sociedade, reestruturada, gerou sujeitos sociais e políticos mais exigentes em relação aos seus direitos fundamentais, cujos espaços, na democracia, ou se alargarão, ou passarão a ser sonegados por governos "mudancistas", saudosos das "exigências" do mercado.
Trata-se de um impasse mais profundo: a disputa pela renda, a disputa pela qualidade dos serviços públicos, a disputa pela liberdade de fazer circular livremente a opinião, a disputa pela participação direta da sociedade - como orienta a própria Constituição de 88 - para produzir políticas públicas, a disputa em torno de um novo modelo para o sistema político, todas estas disputas farão sucumbir o velho sistema de alianças ainda vigente, originário da transição da ditadura para a democracia.
A aliança que se formou no segundo turno da eleição da Presidenta Dilma, permitiu que velhos e novos companheiros se reencontrassem, para defender o país do retrocesso originário do "perigo Aécio". Este expressou, durante a sua campanha (seguido pelos seus militantes radicais nos bairros da alta classe média) um ódio antipetista e antiesquerda, que lembrou os meses que antecederam o Golpe de 64.
O governo da presidenta Dilma deve, não só ser defendido da direita tradicional dos tucanos, mas também da direita que integra a base parlamentar do seu próprio governo. Esta base tudo fará para que a Presidenta assuma, na verdade, a agenda derrotada nas eleições presidenciais. Isso significa, não só retroceder nas políticas sociais e no privilegiamento da manutenção do emprego, mas também significa assumir a ortodoxia econômica para a administração financeira do Estado.
A gigantesca dívida da União e as manipulações do mercado financeiro mundial, compõem um terreno fértil para a direita neoliberal operar a redução das funções públicas do Estado, desde que não se construam novas políticas de financiamento da União, capazes dar lastro ao desenvolvimento do país e, ao mesmo tempo, capazes de combater a volta da inflação.
O imposto sobre as grandes fortunas, a redução dos gastos com juros da dívida pública e um novo CPMF, por exemplo -no âmbito de um novo pacto tributário- podem ser instrumentos poderosos para enfrentar esta nova transição: sair do bloqueio do crescimento causado pelo financiamento especulativo, para uma situação de crescimento baseado no aumento da produção e da demanda, bem como nas exportações com valor agregado.
A esquerda deve debater, desde logo, a formação de uma ampla Frente Política, já com vistas em 2018 e também para dar suporte, hoje (pelo menos aquela parte da esquerda que está comprometida com o não-retrocesso) ao Governo Dilma. O mero suporte político do governo atual, sem projeção da unidade da esquerda para o futuro, não travará o retrocesso que pode vir de dentro da própria aliança governamental.
O ideal seria que, desta feita, um novo tipo de "carta aos brasileiros" fosse discutida desde logo, para ser publicada em meados de 2016. Uma carta, não de Governo, mas de personalidades políticas de vários partidos e frações de partidos, acadêmicos, lideranças da sociedade civil e dos movimentos sociais, intelectuais de todo o país. Uma carta para ser entregue aos partidos progressistas, chamando uma Frente de Esquerda, com uma plataforma mínima de unidade plural, através da qual se escolheria um candidato vinculado àqueles compromissos. O redesenho do futuro já começou. Alguns pelo ódio. Por nós, será através de um novo projeto, que começa já.
Alfio Bogdan - Físico e Professor 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

dan2010: Vamos ao Senado - Não derrubem a PNPS

dan2010: Vamos ao Senado - Não derrubem a PNPS: Você sabia que os senadores querem derrubar o decreto de Participação Social que dá voz ao povo nas decisões do País? E querem fazer isso c...

Vamos ao Senado - Não derrubem a PNPS

Você sabia que os senadores querem derrubar o decreto de Participação Social que dá voz ao povo nas decisões do País? E querem fazer isso com urgência, ainda nesta semana!

Contate os senadores - http://www.senado.gov.br/senadores/- e peça para que eles não derrubem esse mecanismo tão importante para o povo brasileiro. #NãoDerrubaSenador

Entenda por quê!
O que é? - A PNPS é um decreto utilizado como instrumento normativo. Ele define como a participação social deve acontecer dentro do governo. Com ele, as demandas sociais são fortalecidas e os cidadãos poderão participar das decisões do Brasil. A Lei já existe na Constituição, precisa ser regulamentada. 

Por que ele é importante? - Ele empodera a sociedade pelo domínio das informações. O povo poderá opinar sobre as decisões do governo de forma direta e não apenas pelos representantes. Já existe em Porto Alegre, pelo orçamento participativo, e em Nova Iorque, com a consulta a população para definir os gastos.

Por que não querem a regulamentação? - Por que com ela os políticos perdem a prerrogativa de serem os "despachantes" dos currais eleitorais e seus eleitores passarão a ter voz, a falar por eles mesmos. 


Por que sua mobilização é importante? - A Lei Maria da Penha, Lei da Ficha Limpa e Marco Civil da Internet são exemplos de legislações aprovadas pela pressão popular.
Alfio Bogdan - Físico e Professor - #NãoDerrubaSenador

domingo, 9 de novembro de 2014

dan2010: Brasileiros, nordestinos... Inesquecíveis!

dan2010: Brasileiros, nordestinos... Inesquecíveis!: Prof. Dr. Martinho Condini Atualmente temos uma significativa ausência de lideranças em nosso país. Quem são as nossas lideranças, hoje...

Brasileiros, nordestinos... Inesquecíveis!


Prof. Dr. Martinho Condini
Atualmente temos uma significativa ausência de lideranças em nosso país. Quem são as nossas lideranças, hoje? Quem são os modelos para os nossos jovens? Como eu, acredito que você também tenha dificuldades para responder a essas perguntas. Há ausência de lideranças no atual momento histórico brasileiro me levou à lembrança e saudades de dois protagonistas da nossa história recente.
Ambos nordestinos, um cearense e um pernambucano, contemporâneos do século passado, sempre tiveram os pobres, pequeninos ou oprimidos, os elementos geradores da construção dos seus pensamentos e práticas ao longo do século XX.
Após a infância e a adolescência, ambos tiveram rumos profissionais diferentes: um tornou-se religioso, o outro, após a formação em Direito, enveredou para a área educacional como professor de língua portuguesa e, posteriormente, tornou-se também um educador.
No início do Governo Militar, ambos viviam na cidade de Recife. Um recém-chegado, transferido da cidade do Rio de Janeiro o outro vivia em sua cidade natal.
Em 1964, um deles foi preso e exilado, retornando ao Brasil apenas em 1980. No exílio, produziu todo o arcabouço daquilo que mais tarde veio a ser considerado uma filosofia e um método educacional. E somado a uma experiência de alfabetização de adultos, produziu uma obra que norteou o seu trabalho como educador, a Pedagogia do oprimido, escrita no exílio.
O outro, arcebispo de Olinda e Recife, idealizador e fundador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tornou-se uma liderança da Igreja católica, permaneceu no Brasil durante todo o governo militar, mas sofreu intensa perseguição e censura dos militares e da ala conservadora da igreja, sendo impedido por quatro vezes de receber o prêmio Nobel da Paz e foi calado por quase uma década.
As perseguições a ambos fizeram com que suas vozes e ideias ecoassem Brasil a fora, e os mesmos ficassem conhecidos mundialmente.
É inegável que ambos tiveram intensa influência na formação do pensamento educacional e social brasileiro. Realizaram trabalhos que contribuíram no meio intelectual, como também nas camadas populares da sociedade.
Eles sempre tiveram a coragem de enfrentar desafios e propor mudanças para a melhoria das condições de vida das camadas sociais excluídas e descriminadas do nosso país. A defesa e o cumprimento aos direitos humanos foi uma bandeira carregada diuturnamente, por esses dois incansáveis humanistas. E reconheceram na educação um dos principais elementos para as pessoas realizarem as transformações sociais e a conquista da tão sonhada libertação.
Enfim, apesar da distância física de ambos, sempre estiveram juntos na esperança de que era possível construir uma sociedade mais justa, digna e fraterna para todos.

Caros Dom Helder Camara e Paulo Freire, vocês estarão sempre em minha lembrança. 
Postado por Alfio Bogdan - Físico e Professor.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

dan2010: Dilma pede paz; Aécio oferece guerra!!!

dan2010: Dilma pede paz; Aécio oferece guerra!!!: Dilma pede paz; Aécio quer guerra Por Fernando Brito, no blog  Tijolaço : =► Os fatos vão mostrando o que afirmei, hoje,  aqui . ...

Dilma pede paz; Aécio oferece guerra!!!

Dilma pede paz; Aécio quer guerra


Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

=►Os fatos vão mostrando o que afirmei, hoje, aqui.
Dilma falando com a calma humilde dos vitoriosos que sabem que que governam um país, não uma facção.

Aécio proclamando “vitoriosa” a oposição que foi derrotada nas urnas.

=►Aécio fica com a parte do que tinha que discorda da ideia de que o derrotado deve aceitar a voz das urnas.

►Dilma fica com a parte que acha que, vitoriosa, a situação deve se abrir a dialogar com todos os que são governados, tenham ou não votado nela.
Ela pede a volta da normalidade; ele, a continuidade do confronto.

►Não é preciso ser cientista político nem estudioso de opinião pública para saber quem ganha mais com o tom adotado.

►Não há eleitor de Dilma que concorde com a postura de Aécio, mas há eleitores de Aécio que não hostilizam a postura de Dilma.

“Os eleitores não são de ninguém, os eleitores são os brasileiros”, disse.
Não são, portanto, “bovinos”, “nordestinos”, “pobres”,”desgraçados”.
Dilma vai consolidando as alianças.

►Aécio vai reforçando o isolamento.
É este o quadro que vai se desenhando para o embate real.
Que é o das ações de governo.

Postado por Alfio Bogdan - Físico e Professor *-*