sábado, 6 de agosto de 2016

Fomos a Bobbio e ao romano Cícero "O Tribuno"

Diante do que vimos e vemos, analisemos o que nos presenteou Bobbio: A Direita, como explica Bobbio, segue o princípio “Nolialtum sapere sed time” (Não te envaideças de teus elevados saberes, mas teme-os). São ideais da Direita: (a) o individualismo que deve prevalecer sobre a busca da igualdade (principalmente a valorização da propriedade e da livre iniciativa para investir); (b) a intuição (irracionalismo); (c) tudo o que é sagrado deve primar sobre o profano; (d) a valorização da família tradicional (restrições ao divórcio, proibição do aborto e do homossexualismo); (e) o elogio da nobreza e do heroísmo (a felicidade pode ser um mal); (f) o racismo; (g) o militarismo e a obsessão com a defesa e a segurança nacional; (h) o crescimento econômico que deve prevalecer sobre a preservação do meio ambiente e dos interesses mais imediatos dos trabalhadores; (i) o anticomunismo, a valorização da ordem, do machismo e da hierarquia (horror à anarquia); (j) a tradição e o conservadorismo e, portanto, a identificação permanente com as classes superiores da sociedade; (l) a valorização da teoria da retribuição no Direito Criminal (a todo crime deve corresponder um castigo expiatório), ou  seja, penas severas para os criminosos, o que pode incluir a defesa da legalização da pena de morte. Que tal, Bobbio sabia das coisas ou temos por aqui alguém mais instruído. Presidente do Tribunal Superior Eleitoral abriu processo em que pede a cassação do registro do Partido dos Trabalhadores e a extinção da sigla; com isso, o PT ficaria impedido de lançar candidaturas em quaisquer eleições; o motivo seria a suposta utilização de recursos da Petrobras nas campanhas do partido; o problema é que, por esse critério, teriam que ser fechados também PP, PMDB, PSB e PSDB, todos citados pela Lava Jato como partidos que se beneficiaram do chamado "petrolão". Permitam-me viajar no tempo e na memória quando parafraseando Cícero em seu monumental discurso contra Catilínia, motivado pelas ações deste. ◄►“Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua loucura? ►A que extremos se há de precipitar a tua audácia sem freio? Nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Supremo, nem o olhar e o aspecto destes senhores, nada disto conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estivestes, a quem convocaste e que deliberações foram as tuas. Ó tempos, ó costumes!” ◄► Cada qual entenda como queira, porém aplica-se aos tempos modernos, ao tempo de hoje. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

dan2010: Afastamento de Dilma é hipocrisia como jamais houv...

dan2010: Afastamento de Dilma é hipocrisia como jamais houv...: • † ≫ – Quem não aceita ver golpe partidário na construção do impeachment de Dilma Rousseff pode ainda admitir, para não se oferecer a quali...

Afastamento de Dilma é hipocrisia como jamais houve no Brasil

•†≫–Quem não aceita ver golpe partidário na construção do impeachment de Dilma Rousseff pode ainda admitir, para não se oferecer a qualificações intelectual ou politicamente pejorativas, que o afastamento da presidente se faz em um estado de hipocrisia como jamais houve por aqui. •≪…
†≫–O golpe de 64 dizia-se "em defesa da democracia", é verdade. Mas o cinismo da alegação não resistia à evidência dos tanques na rua, às perseguições e prisões nem aos crimes constitucionais (todos os militares do golpe haviam jurado fidelidade à Constituição que acabavam de trair: sem exceção, perjuros impunes). Todos os golpes tentados ou consumados antes, incluída a Proclamação da República, tiveram na formação aquele mesmo roteiro, com diferença de graus. A força das armas desmoralizava a hipocrisia das palavras.
†≫–Os militares, hoje, não são mais que uma lembrança do que foi a maior força política do país ao longo de todo o século 20. Ao passo em que a política afunda na degeneração progressiva, nos últimos 20 anos os militares evoluíram para a funcionalidade o mais civilizada possível no militarismo ocidental. A aliança de civis e militares no golpismo foi desfeita. A hipocrisia do lado civil não tem mais quem a encubra, ficou visível e indisfarçável.
†≫–Há apenas cinco dias, Michel Temer fez uma conceituação do impeachment de Dilma Rousseff. A iludida elegância das suas mesóclises e outras rosquinhas faltou desta vez (ah, que delícia seria ouvir Temer e Gilmar Mendes no mesoclítico jantar que tiveram), mas valeu a espontaneidade traidora. Disse ele que o impeachment de Dilma Rousseff é uma questão "política, não de avaliação jurídica deles", senadores. Assim tem sido, de fato. Desde antes de instaurados na Câmara os procedimentos a respeito: a própria decisão de iniciá-los, devida à figura única de Eduardo Cunha, foi política, ainda que por impulso pessoal.
†≫–Todo o processo do impeachment é, portanto, farsante. Como está subentendido no que diz o principal conspirador e maior beneficiado com o afastamento de Dilma. Porque só seria processo autêntico e legítimo o que se ocupasse de avaliação jurídica, a partir da Constituição, de fatos comprovados. Por isso mesmo refere-se a irregularidades, crimes, responsabilidade. E é conduzido pelo presidente, não de um partido ou de uma Casa do Congresso, mas do Supremo Tribunal Federal.
†≫–As 441 folhas do relatório do senador Antonio Anastasia não precisariam de mais de uma, com uma só palavra, para expor a sua conclusão política: culpada. O caráter político é que explica a inutilidade, para o senador aecista e seu calhamaço, das perícias técnicas e pareceres jurídicos (inclusive do Ministério Público) que desmentem as acusações usadas para o impeachment.
†≫–Do primeiro ato à conclusão de Anastasia, e até o final, o processo político de impeachment é uma grande encenação. Uma hipocrisia política de dimensões gigantescas, que mantém o Brasil em regressão descomunal, com perdas só recompostas, se o forem, em muito tempo –as econômicas, porque as humanas, jamais.
†≫–E ninguém pagará por isso. Muito ao contrário. 
Jânio de Freitas na Folha de S.Paulo
Alfio Bogdan - Físico e Professor 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

dan2010: DOM HÉLDER E A PEDAGOGIA DA ESPERANÇA

dan2010: DOM HÉLDER E A PEDAGOGIA DA ESPERANÇA: Neste artigo não vou abordar o trabalho de Dom Hélder na educação formal, mas sim como seu modelo de esperança se transformou numa prática ...

DOM HÉLDER E A PEDAGOGIA DA ESPERANÇA

Neste artigo não vou abordar o trabalho de Dom Hélder na educação formal, mas sim como seu modelo de esperança se transformou numa prática pedagógica. Isso porque religiosos brasileiros e latino-americanos, principalmente, tiveram-no como um ícone da Igreja na segunda metade do século XX, sendo que a partir dos anos 1950 passaram a atuar baseados no seu pensamento e prática. Desde o início de sua vida religiosa, como padre no Ceará e depois como bispoauxiliar e arcebispo no Rio de Janeiro, até o arcebispado em Olinda e Recife, Dom Hélder sempre exerceu influência sobre aqueles que estiveram ao seu lado. O seu carisma e a sua liderança, natos em sua personalidade, estiveram sempre presentes em sua trajetória de vida. A sua liderança, na maioria das vezes, foi exercida de maneira democrática, sem nenhum tipo de autoritarismo. Um legado deixado por ele foi a valorização que deu aos grupos, às comunidades: pensava sempre no coletivo, achava que era dessa maneira que a sociedade iria atingir as transformações por ela almejadas. No começo de sua vida religiosa no Ceará passou a integrar a Ação Integralista Brasileira – AIB (1932–1937), movimento que defendia a criação de um Estado nacional corporativo, católico, anti-liberal, anti-burguês, anti-norte-americano, anti-soviético e anticomunista. A AIB tinha os seus princípios político-ideológicos baseados no totalitarismo, no autoritarismo e na opressão, seguia como exemplos os regimes totalitários da Europa, o salazarismo português, o franquismo espanhol, o fascismo italiano e o nazi-fascismo alemão.
Por Prof. Dr. Martinho Condini - Para ler mais acesse o link a seguir:
http://www.mackenzie.br/fileadmin/Chancelaria/GT2/Martinho_Condini.pdf
Alfio Bogdan - Físico e Professor.


dan2010: Manifestação da Esquerda foi maior que a da Direit...

dan2010: Manifestação da Esquerda foi maior que a da Direit...: Próximo à decisão do Senado, esquerda faz manifestação maior que direita em São Paulo Grupos favoráveis e contra o impeachment realizaram...

Manifestação da Esquerda foi maior que a da Direita em S. Paulo

Próximo à decisão do Senado, esquerda faz manifestação maior que direita em São Paulo

Grupos favoráveis e contra o impeachment realizaram protestos na cidade neste domingo (31)
São Paulo (SP), 
Ato da esquerda no Largo da Batata reuniu 60 mil pessoas, segundo organizadores - Créditos: Gisele Brito
Ato da esquerda no Largo da Batata reuniu 60 mil pessoas, segundo organizadores / Gisele Brito
A cidade de São Paulo (SP) presenciou duas manifestações políticas neste domingo (31), semanas antes da data prevista para a decisão final do Senado sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. De um lado, grupos que defendem o afastamento da petista se reuniram na avenida Paulista. De outro, com maior número de participantes, os movimentos que compõe a Frente Povo Sem Medo iniciaram sua manifestação no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista.
Enquanto a direita pedia a confirmação do impeachment de Dilma, a Povo Sem medo exigia a saída de Michel Temer (PMDB).
Esquerda
Segundo a Frente Povo Sem Medo, 60 mil pessoas estiveram presentes no protesto. A Polícia Militar não divulgou estimativas. O mote da mobilização foi o “Fora Temer” e “o povo deve decidir”, em referência à ideia de um plebiscito sobre a convocação de novas eleições. Ainda que a última proposta tenha sido evocada em muitos momentos, não era consenso entre os presentes no ato.
Mauro Gonçalves, pedreiro, falou que acha que “eleição não adianta”. Para ele, “tem que sair esses safados que estão aí, e entrar quem se preocupe com o povo”. Além dele, um grupo carregava uma faixa com a frase “Volta, Querida”, em referência à presidenta afastada.
Já Rosa Gusmões, professora, falou acredita que o melhor seriam novas eleições, porque o povo poderia decidir, e “o melhor não seria o Temer e o grupo dele”.
Na abertura do protesto, Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), declarou: “Vamos ter que reinventar os caminhos da esquerda, caminhando por aí. O único passo possível agora é com o povo, e esse passo só se consolida na rua”.
Os manifestantes pretendiam sair do Largo da Batata em direção ao escritório de Temer na região, mas foram impedidos por policiais fortemente armados. Então, a marcha foi direcionada para a praça Pan-americana, próxima à residência do presidente interino.
No final do ato, tentou-se queimar um boneco de papelão de Temer, como representação do que há de ruim no governo. “Ele é tão ruim, que nem queimar, queima”, brincou um manifestante. O boneco foi então pisoteado.
Direita
Na Paulista, os grupos pró-impeachment realizaram a menor manifestação de rua desde que o processo contra Dilma foi iniciado. Alguns manifestantes se reuniram em torno dos carros de som, deixando o percurso da avenida livre para passagem, utilizada também por pessoas que aproveitam a liberação da via para pedestres nos domingos. Em outras ocasiões, até mesmo as ruas laterais à Paulista estiveram ocupadas.
Entre os carros de som, destacavam-se o do Revoltados Online, do Vem Pra Rua e um que pedia o retorno dos militares ao governo, promovido pela União Nacional Democrática e a Liga Cristã Mundial, que também protestava contra a “islamização” do país.
“A ditadura foi boa porque foram 20 anos de sossego, sem bandido, sem ladrão, sem desemprego. A corrupção tinha um pouquinho, mas não igual ao que é hoje”, afirmou um dos manifestantes à reportagem.
Apesar do forte discurso contra a corrupção em geral, todas as falas, bem como faixas e cartazes, faziam referência apenas a políticos do Partido dos Trabalhadores, com exceção de alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Estiveram presentes figuras representativas da “nova direita” brasileira, como Alexandre Frota, Eduardo Bolsonaro, Sara Winter e Marco Antônio Villa.
Alfio Bogdan - Físico e Professor