sábado, 29 de agosto de 2020
quarta-feira, 26 de agosto de 2020
domingo, 23 de agosto de 2020
dan2010: Todo apoio a Ex-Presidenta Dilma Rousseff.
Todo apoio a Ex-Presidenta Dilma Rousseff.
Do
blog de Dilma Rousseff - A Folha tem enorme dificuldade de avaliar o
passado e, assim, frequentemente erra ao analisar o presente.
Foi por avaliar mal o passado que a
empresa até hoje não explicou por que permitiu que alguns de seus veículos de
distribuição de jornal dessem suporte às forças de repressão durante a ditadura
militar, como afirma o relatório da Comissão Nacional da Verdade.
Foi por não saber julgar o passado com
isenção que cometeu a pusilanimidade de chamar de “ditabranda” um regime que
cassou, censurou, fechou o Congresso, suspendeu eleições, expulsou centenas de
brasileiros do país, prendeu ilegalmente, torturou e matou opositores.
Os erros mais graves da Folha, como estes, não são de
boa-fé. São deliberados e eticamente
indefensáveis. Quero
deixar claro que falo, sobretudo, do grupo econômico Folha, e não de jornalistas.
≪ Quero lembrar, ainda, a publicação, na
primeira página, de uma ficha falsificada do Dops, identificada pelo jornal
como se fosse minha, e que uma perícia independente mostrou ter sido montada
grosseiramente para sustentar acusação falsa de um site fascista. Mesmo desmascarada
pela prova de que era uma fraude, a Folha, de forma maliciosa, depois de
admitir que errou ao atribuir ao Dops uma ficha obtida na internet, reconheceu
que todos os exames indicavam que a ficha era uma montagem, mas insistiu:
"sua autenticidade não pôde ser descartada."≫
Quem acredita que as redes sociais inventaram as fake news desconhece
o que foi feito pela grande imprensa no Brasil - a Folha inclusive. Não é sem
motivo que nas redes sociais a Folha ganhou o apelido de “Falha de São Paulo”.
O editorial de hoje da Folha - sob o título “Jair
Rousseff” - é um destes atos deliberados de má-fé. É pior do que um erro. É, mais uma vez, a distorção iníqua que confirma o facciosismo
do jornal. A junção
grosseira e falsificada é feita para forçar uma simetria que não existe e, por isto, ninguém
tem direito de fazer, entre uma presidenta democrática e desenvolvimentista e
um governante autoritário, de índole neofascista, sustentado pelos neoliberiais
- no caso em questão, a Folha.
Todas as afirmações do
editorial a respeito do meu governo são fake news. A Folha falsifica a história
recente do país, num gesto de desprezo pela memória de seus próprios leitores. [falsas noticias]
Repisa a falsa acusação de
que o meu governo promoveu gastos excessivos, alegação manipulada apenas para
sustentar a narrativa midiática e política que levou ao golpe de 2016. Esquece
deliberadamente que a crise política provocada pelos golpistas do “quanto pior,
melhor” exerceu grande influência, seja sobre a situação econômica, seja sobre
a situação fiscal.
A Folha, naquela época,
chegou a pedir a minha renúncia, em editorial de primeira página, antes mesmo
do julgamento do impeachment. Criava deliberadamente um ambiente de insegurança
política, paralisando decisões de investimento, e aprofundando o conflito
político. Estranhamente, a Folha jamais pediu o impeachment do golpista Michel
Temer, apesar das provas apresentadas contra ele. Também não pediu o impeachment
de Bolsonaro, ainda que ele já tenha sido flagrado em inúmeros atos de afronta
à Constituição, e o próprio jornal o responsabilize pela gravidade da pandemia.
A Folha continua seletiva em seus erros: Falha sempre contra a democracia,
e finge apoiá-la com uma campanha bizarra com o bordão "vista-se de amarelo".
Um
país que, em 2014, registrou o índice de desemprego de apenas 4,8%, praticamente
pleno emprego, com blindagem internacional assegurada por um recorde de US$ 380
bilhões de reservas, não estava quebrado, como ainda alega a oposição. Na verdade,
a destituição da presidenta precisou do endosso da grande mídia para garantir a
difusão desta fake news. O meu mandato nem começara e o impeachment já era assunto
preferencial da mídia, embalado pelas pautas bombas e a sabotagem do Congresso,
dominado por Eduardo Cunha.
Os
dados mostram que a “irresponsabilidade fiscal” que me foi atribuída é uma
sórdida mentira, falso argumento para sustentar o golpe em curso. Entre 2011 e
2014, as despesas primárias cresceram 3,7% ao ano, menos do que no segundo
mandato de FHC (4,1% ao ano), por exemplo. Em 2015, já sob efeito das pautas
bombas, houve retração de 2,5% nessas despesas. As dívidas líquida e bruta do
setor público chegaram, em meu mandato, a seus menores patamares desde 2000.
Mesmo com a elevação, em 2015, para 35,6% e 71,7%, devido à crise que precedeu
o golpe, elas ainda eram muito menores que no final do governo de Temer (53,6%
e 87%) ou no primeiro ano de Bolsonaro (55,7% e 88,7%).
Logo ao tomar o poder ilegalmente, os golpistas aproveitaram-se
de sua maioria no Congresso e do apoio da mídia e do mercado para aprovar a
emenda do Teto de Gastos, um dos maiores atentados já cometidos contra o povo
brasileiro e a democracia em nossa história, pois, por 20 anos, tirou o povo do
Orçamento e também do processo de decisão sobre os gastos públicos. Criou uma
“camisa de força” para a economia, barrando o investimento em infraestrutura e
os gastos sociais, e "constitucionalizando" o austericídio. O Teto de
Gastos bloqueia o Brasil, impede o País de sair da crise gerada pela perversão
neoliberal que tomou o poder com o golpe de 2016 e a prisão do ex-presidente
Lula. E, a partir da pandemia, tornará ainda mais inviável qualquer saída para
o crescimento do emprego, da renda e do desenvolvimento.
Se a intenção da Folha é tutelar e pressionar Bolsonaro para que
ele entregue a devastação neoliberal, que tenha pelo menos a dignidade de não
falsificar a história recente. Aprenda a avaliar o passado e admita seus erros
deliberados, se quiser ter alguma autoridade para analisar um presente sombrio
de cuja construção participou diretamente.
DILMA ROUSSEFF
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
dan2010: CArta de apoio a Lula vinda da União Socialista da...
CArta de apoio a Lula vinda da União Socialista das Forças Populares,
Rabat, 13-11-2019
Ao Sr. Luís Inácio Lula da Silva
Fundador do Partido dos Trabalhadores (Partido dos Trabalhadores, PT)
Caro camarada, querido Lula,
Em nome de todos os militantes do nosso partido, União Socialista das Forças Populares, gostaria de parabenizá-los por sua libertação após a decisão do Supremo Tribunal em 8 de novembro de 2019.
Durante o restante deste julgamento, gostaria de expressar nossa profunda solidariedade e nossa esperança de uma isenção total.
As reformas sociais realizadas no Brasil durante sua presidência continuam sendo vistas em todo o mundo como modelos de combate à pobreza e à desigualdade. Tenho certeza que você poderá usar suas qualidades de liderança para continuar contribuindo para o progresso do Brasil.
Desejo reiterar nossa solidariedade durante este período e expressar meu desejo de estreitar os laços e intercâmbios entre nossas partes em um futuro próximo.
Atenciosamente,
Sr. Driss Lachguar
Primeiro secretário