terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Quem ele culpará agora?

"Chefe, o Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada", afirmou Jair Bolsonaro, nesta terça (5), a apoiadores em Brasília.
E, como sempre, culpou a imprensa. "Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia", disse.
Antes de mais nada, é importante ressaltar que um presidente da República é eleito para garantir qualidade de vida à população brasileira e não para combater fantasiosas "mamadeiras de piroca", lutar contra inexistentes conspirações de vacinas que transformam humanos em jacarés ou usar o cargo para proteger a família e os amigos.
Se ele analisa que não é capaz de cumprir o que se espera do cargo que ocupa, tirando o Brasil do atoleiro, o mais justo e honrado a ser feito é renunciar e dar lugar a quem saiba.
A função da imprensa em uma democracia é fiscalizar o poder público. Destaque-se que todo governante tem direito ao livre espernear. Bolsonaro, porém, vai além e ataca sistematicamente o jornalismo e os jornalistas que não o chamam de "mito".
Dito isso, a declaração é mais um capítulo do mimimi que ele usa para animar a tropa e distrair o resto do que realmente importa.
Bolsonaro não assume responsabilidades. Eles as terceira.
O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), seu primogênito, é alvo de denúncia por desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa? Invenção da imprensa maldita. O Brasil conta 200 mil mortos na pandemia? Culpa de governadores e prefeitos. Desmatamento na Amazônia sobe? Mentira de nações estrangeiras, de indígenas e, claro, de Leonardo DiCaprio. A narrativa construída por Bolsonaro, seus filhos e aliados é de que, apesar das evidências, eles não têm responsabilidade por nenhum dos seus atos. Sim, parece brincadeira, mas somos governados por pessoas que se colocam como inimputáveis.
Bolsonaro tem um projeto sólido de governo: o da própria reeleição.
O plano nacional do governo federal para articular os diferentes atores da federação a fim de combater a covid-19 e adquirir vacinas antecipadamente em número suficiente para salvar vidas e proteger a economia tem o mesmo número de páginas do seu plano nacional para gerar empregos formais e proteger direitos: zero. Todas as energias são usadas para garantir que ele e sua família continuem no poder. E, quando há uma brecha, tentar lapidar o país à sua imagem e semelhança nas pautas de costumes e de comportamento.
Bolsonaro age para convencer o povo que ele não poderia fazer nada sobre um país quebrado, quando é ele o principal culpado. Foi ele quem lutou contra as quarentenas, ajudando a alongá-las mais do que o necessário. Infelizmente, ele vem tendo sucesso na empreitada, pelo que aponta as pesquisas de opinião. Por enquanto.

"Chefe, o Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada." Seria ótimo que ele não fizesse nada mesmo. Porque o que ele faz é no sentido de reduzir o país a escombros.

Alfio Bogdan - Físico e Professor - Analista em acidentes de Transito 

original no Blog do Sacamoto

sábado, 19 de dezembro de 2020

dan2010: ASSIM FALOU BOLSONARO

dan2010: ASSIM FALOU BOLSONARO: I rritado com as reportagens que mostram como o órgão de inteligência do Estado brasileiro foi usado para ajudar o seu filho mais velho a se...

ASSIM FALOU BOLSONARO

Irritado com as reportagens que mostram como o órgão de inteligência do Estado brasileiro foi usado para ajudar o seu filho mais velho a se livrar de um processo por desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Jair Bolsonaro novamente soltou os cachorros para cima da imprensa e das instituições.

Durante uma formatura de policiais militares no Rio de Janeiro, nesta sexta (18), incitou agentes de segurança contra jornalistas, dizendo que defendemos canalhas e que estaremos sempre contra os policiais. "Essa imprensa jamais estará do lado da verdade, da honra e da lei. Sempre estará contra vocês. Pense dessa forma para poder agir", afirmou.
O significa implícito no "agir" é uma bala-perdida que acerta em cheio a nuca da democracia.
O discurso ocorreu no dia em que as revistas Época e Crusoé soltaram mais reportagens explicando como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi, sob o comando do diretor-geral Alexandre Ramagem, instrumentalizada para proteger o clã.
Ao longo dos últimos dois anos, os rompantes de fúria do presidente estão diretamente relacionados aos momentos em que ele vê sua prole em risco. Seja no escândalo das "rachadinhas", seja em investigações sobre os responsáveis pelo "gabinete do ódio".
Seu modus operandi é bem conhecido: ele ataca jornalistas, apresenta projetos de lei que excitam sua base de seguidores fiéis (que vão à loucura nas redes sociais), compra briga com outros poderes da República, com outros chefes de Estado e até com artistas ou dá declarações bisonhas sobre céu, a terra, a água e o ar. No limite, quando a denúncia é grave, faz tudo isso junto e fomenta manifestações criminosas que pedem autogolpe militar.
Pode não ser a mão do presidente que fará o serviço sujo, mas é a sobreposição de seus repetidos ataques a jornalistas que banaliza atos como os de esmurrar, chutar e atirar a ponto de serem vistos como uma missão divina para proteger "a verdade, a honra e a lei".
Nada disso é novidade, claro. Levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) apontou, no dia 20 de outubro, que Jair era o campeão em discursos agressivos de autoridades contra jornalistas neste ano.
O que surpreende é que ao longo de todo esse tempo, muita gente bem-intencionada, inteligente, informada e sem deficiência de vitaminas e sais minerais segue celebrando como uma virada toda vez que Bolsonaro faz um discurso ou tenha uma atitude que não lambuze de chorume a República. Não raro, dizem que isso é um indício de uma mudança em seu comportamento.
Entende-se o autoengano pelo cansaço de viver sob tensão constante, quase como a pessoa que busca indícios de calmaria após tomar uma sequência interminável de caldos pelas ondas na arrebentação.
Foi assim, recentemente, quando Bolsonaro - que é um dos mais competentes aliados do coronavírus em todo o mundo, corresponsável por seus mais de 185 mil óbitos - fez um discurso pregando união no combate à doença.
O presidente tem discursos diferentes para diferentes públicos. Em formatura de agentes de segurança, ele se sente à vontade para pregar a violência estatal como princípio de governo.
Em suas lives semanais nas redes sociais, voltadas ao bolsonarismo-raiz, ele dispara mentiras em sequência para alimentar esse grupo. Como na quinta (17), em que disse que não haveria 13º do Bolsa Família porque o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não havia colocado a pauta em votação - quando foi, em verdade, o governo que pediu para isso não ser analisado.
Em outras ocasiões, falando com audiências mais qualificadas, ele opera em outra fase de discurso, pensado por sua assessoria. Ainda mais em ocasiões em que é necessário distensão com outro poder, nesse eterno jogo de vai e vem, de morde e assopra, em que vai testando e, propositadamente, esgarçando, os limites da República.
O caso do uso da Abin para produzir relatórios a serem usados na defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na denúncia em que ele aparece como chefe do rachadeiro Fabrício Queiroz tem potencial de rebosteio. Não só pelo fato em si, mas porque é a ponta de um iceberg.
Nos últimos dois anos, Bolsonaro tentou dobrar as instituições de monitoramento e controle às suas necessidades, de seus filhos e amigos. Foi assim com a Receita Federal, o Coaf, a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República, o Incra, a Funai, o Ibama, o ICMBio, a já citada Abin, entre outros.
alfio bogdan - Físico e Professor. Anlista de acidentes de trânsito.
publicado originalmente no blog do Sakamoto

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Nota da Embaixada da China no Brasil

 

Nota da Embaixada da China no Brasil

2020/03/20

Em 18 de março, o deputado federal Eduardo Bolsonaro fez acusações desfundamentadas anti-China no seu Twitter, atacando as medidas tomadas pelo governo chinês no combate ao COVID-19 e difamando o nosso sistema político. Estamos extremamente chocados por tal provocação flagrante contra o governo e povo chinês. Manifestamos nossa profunda indignação e forte protesto pela atitude irresponsável do deputado Eduardo Bolsonaro.

Como deputado federal e figura pública especial, as palavras do Eduardo Bolsonaro causaram influências nocivas, vistas como um insulto grave à dignidade nacional chinesa, e ferem não só o sentimento de 1.4 bilhão de chineses, como prejudicam a boa imagem do Brasil no coração do povo chinês. Geram também interferências desnecessárias na nossa cooperação substancial. Tal comportamento é totalmente errôneo e inaceitável, veementemente repudiado pelo lado chinês. O Embaixador Yang Wanming já comunicou ao chanceler Ernesto Araújo a nossa posição solene. Temos pleno conhecimento da política externa brasileira com a China e acreditamos que nas suas linhas não houve qualquer mudança.

Ao mesmo tempo, opomo-nos às difamações e insultos contra a China impostos por qualquer um e sob qualquer forma. A parte chinesa não aceitou a gestão feita pelo chanceler Ernesto Araújo à noite do dia 18. O deputado Eduardo Bolsonaro tem que pedir desculpa ao povo chinês pela sua provocação flagrante. O lado chinês defende sempre e de forma resoluta os seus princípios e jamais será ambíguo e tolerante com qualquer prática que afronte os seus interesses fundamentais. Esperamos que alguns indivíduos do lado brasileiro, na sua minoria, abandonem as suas ilusões e muito menos subestimem a nossa resolução e capacidade de salvaguardar os nossos próprios interesses.

Ao longo do ano passado, com o esforço conjunto dos dois países, o relacionamento sino-brasileiro tem se desenvolvido de forma saudável e estável. O Presidente Xi Jinping e o Presidente Jair Bolsonaro efetuaram uma troca de visitas, conseguindo alcançar novos consensos sobre as relações bilaterais. O Diálogo Estratégico Global China-Brasil foi realizado com pleno sucesso, fazendo com que a nossa confiança política mútua fosse consolidada.

Desde o surto do COVID-19, os nossos dois países têm mantido contatos estreitos e amistosos. O Presidente Bolsonaro manifestou a solidariedade para com o governo e povo chinês, razão pela qual o lado chinês agradece muito. Atualmente, de acordo com o pedido do Ministério de Saúde do Brasil, estamos ajudando o país a adquirir os materiais médicos mais urgentes da China.

Ao longo do último dia, temos recebido apoio e solidariedade de todos os setores da sociedade brasileira. Ao manifestarmos a nossa gratidão, percebemos que os que atrapalham o desenvolvimento das relações bilaterais se limitam a uma minoria na população brasileira, enquanto a maioria esmagadora está em defesa da nossa fraternidade. Esperamos que o Itamaraty possa tomar ciência do grau de gravidade desse episódio e alertar o deputado Eduardo Bolsonaro a tomar mais cautela nos seus comportamentos e palavras, não fazer coisas que não condizem com o seu estatuto, não falar coisas que prejudiquem o relacionamento bilateral e não praticar atividades que danifiquem a nossa cooperação. Temos a certeza de que o Itamaraty certamente vai levar em consideração o quadro geral das relações sino-brasileiras e envidar esforço junto conosco para salvaguardar o ambiente favorável do nosso relacionamento.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

dan2010: CURRICULUM DI UN PICCOLO "MEDICO MISSIONARIO " DI ...

dan2010: CURRICULUM DI UN PICCOLO "MEDICO MISSIONARIO " DI ...: Gino Strada, all'anagrafe Luigi Strada, nasce a Sesto San Giovanni il 21 aprile 1948. Cresce in un ambiente cattolico sensibile alla re...

CURRICULUM DI UN PICCOLO "MEDICO MISSIONARIO " DI CUI LA CALABRIA, SECONDO QUEL GENIO DI SPIRLI', NON AVREBBE BISOGNO.

Gino Strada, all'anagrafe Luigi Strada, nasce a Sesto San Giovanni il 21 aprile 1948. Cresce in un ambiente cattolico sensibile alla realtà sociale che si ispira alle idee del Concilio Vaticano II .
Dopo aver terminato gli studi superiori, Gino Strada ha conseguito la laurea in Medicina e Chirurgia presso l’Università Statale di Milano nel 1978, all’età di trent’anni, e si è poi specializzato in Chirurgia d’Urgenza. Durante gli anni universitari frequenta molti gruppi di volontariato cattolico. Dopo la laurea, Strada viene assunto dall’ospedale di Rho e si interessa ai trapianti di cuore, alla chirurgia traumatologica e alla cura delle vittime di guerra. Negli anni ottanta gira tra Stati Uniti, Regno Unito e Sudafrica e lavora presso prestigiose università e ospedali come Stanford, Pittsburgh, l’Harefield Hospital e il Groote Schuur Hospital.
Agli inizi degli anni ’90, Gino Strada è impegnato con la Croce Rossa Internazionale in varie zone del mondo in cui, in quegli anni, imperversava la guerra (ex Jugoslavia, Somalia, Pakistan, Etiopia, Afghanistan). Queste esperienze sul campo segnano molto la vita del medico, il quale decide di fondare, nel 1994, insieme alla moglie e ad un gruppo di colleghi, un’associazione umanitaria internazionale dedita alla riabilitazione delle vittime di guerra e delle mine antiuomo: l’ormai famosissima Emergency .L' obiettivo è fornire assistenza alle vittime civili dei conflitti, menomate da ordigni bellici come le mine antiuomo, ma anche dalla malnutrizione e da mancanza di cure mediche, addestrare personale locale a far fronte alle necessità mediche, chirurgiche e riabilitative più urgenti e diffondere una cultura di pace.
Un' organizzazione internazionale privata, aperta, senza discriminazione politica, ideologica o religiosa, a tutti coloro che ne condividono i principi e gli obiettivi e ne sostengono le attività umanitarie.
Dalla sua nascita Emergency HA CREATO SETTE OSPEDALI E VENTICINQUE PUNTI DI PRONTO SOCCORSO in Ruanda, Kurdistan iracheno, Cambogia e Afghanistan.
Solo nel primo decennio dalla sua fondazione si sono registrati più di 6 milioni di pazienti in ben 16 paesi nel mondo che hanno ricevuto assistenza gratuita da questi angeli in camice bianco.
Gino Strada, da sempre contro la guerra, non ha mai smesso di denunciare le barbarie commesse contro le popolazioni afflitte dalle guerre, accusando le grandi nazioni, coinvolte nei conflitti, di essere spinte solo da interessi economici.

È l’unico italiano ad aver ricevuto il prestigioso Right Livelihood Award, premio per gli sforzi compiuti verso il miglioramento della società.