quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

IMAGINE

Imagine o governo do povo, pelo povo e para o povo;
Imagine nossa democracia, realmente, representativa, participativa e direta;
Imagine os recém eleitos assumindo, respeitosamente, nossas representações nas casas de leis;
Imagine nossos eleitos reconhecendo como absurdo os valores aprovados face ao salário mínimo de R$ 540,00 (?!);
Imagine o PL 4.718 apensado ao PL nº 6.928/02 (a regulamentar o art. 14 da CF/88) aprovado por nossos congressistas;
Imagine a democracia como um princípio em constante edificação;
Imagine a democracia como a soberania popular e distribuição eqüitativa de poder;
Imagine o Serra convertendo-se e deixando de ser o papa hóstias e  respeitando o livro sagrado;
Imagine a Presidente eleita recebendo o Prof. Comparato para uma conversa, no seu profundo sentido;
Imagine a pobreza definitivamente erradicada no Brasil;
Imagine tudo isto já para 2011.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Comparato, mais uma vez!

Ao em vez de se submeter aos mandatários que ele próprio elegeu, o povo passa a exercer controle sobre eles. Com esta essência da Constituição associada ao seu artigo 1º, parágrafo único: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Com esta linha de pensamento provoca, democraticamente, o povo a reagir contra a “farra com o dinheiro público” organizada pelos congressistas em seus reajustes “salariais” – em média de 62% que com todos os subsídios chega à modesta cifra de R$ 114 mil mensais, segundo alguns congressistas.
Desgraçadamente, o PL 4.718 elaborado por Comparato e apresentado pelo Conselho Federal da OAB à Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados em 2009, foi rejeitado por unanimidade sendo seu relator o atual deputado federal Roberto Freire (PPS/SP).
Tal proposta foi apensada ao ora PL nº 6.928/02 da Dep. Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) que tramita no Congresso Nacional e isto ainda nos traz alento e esperança quanto à sua aprovação na próxima legislação. Façamo-nos presentes ao Congresso com nossos abundantes E-mail.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

o algebricista

Singela álgebra nos ensina que de 4% para se chegar aos 100% são necessários 96% e não 83%. Haveria que se adicionar o percentual dos que consideram o governo Lula regular. Assim, chegar-se-á aos 96% omitidos pelo missivista Manoel (Bom Dia).
Agora, o Manoel lê as tabelas de baixo para cima. Legal, os 4% da população significam os mais e melhores que os 96%. Os inteligentes, os intelectuais ocupam o nicho dos privilegiados, os anistiados pela Lei aprovada no STF que nos deu condenação na OEA.
Konder Comparato, Professor Emérito da São Francisco (USP), e partícipe da OAB Nacional manifesta-se num dos mais lúcidos textos sobre a vergonha imposta pela OEA (Condenação MORAL) ao Brasil, via STF, no que é acompanhado pelo jurista Walter Maierovitch.
Com estes dois, para não citar outros, que fazem parte dos 96% de lixo segundo Manoel, sinto-me confortável e bem acompanhado e muito longe dos “conscientes, mansos, cordatos inteligentes etc” dos 4% de “manoeis”.

piso nacional dos professores

Projeto aumenta para R$ 1.575 piso do magistério do ensino básico
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7783/10, do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), que fixa em R$ 1.575 o piso salarial nacional para profissionais do magistério público da educação básica. O projeto altera a Lei 11.738/08.
Segundo o autor, após duas décadas de luta, a aprovação da Lei 11.738/08, que criou o piso nacional para a categoria, foi comemorada pelos professores como uma grande vitória. Padilha lembra, no entanto, que, por razões políticas ou por dificuldades operacionais na aplicação do critério de atualização previsto na lei, os professores tem manifestado preocupação de a lei não ser aplicada na prática.
Insatisfação generalizada
"Após a demora para a implementação inicial da lei - atropelada por uma ação direta de inconstitucionalidade ainda pendente de julgamento final de mérito -, há uma insatisfação generalizada com as divergências sobre os critérios de atualização. O piso atualmente é de R$ 1.024,67.
Pelas regras em vigor hoje (Lei 11.738/08), o piso será atualizado no mês de janeiro no mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno definido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Pelo projeto, o cronograma de atualizações do piso de profissionais do magistério da educação básica, com formação em nível médio e jornada de 40 horas semanais, passara a ser o seguinte:
- no primeiro ano, 1/3 de acréscimo em relação ao valor praticado no exercício de 2010;
- no segundo ano, 2/3 de acréscimo em relação ao valor praticado no exercício de 2010;
- após esse período, valor integral de R$ 1.575,00.
"A elaboração do piso salarial dos profissionais do magistério é, em verdade, o maior e melhor investimento que podemos fazer em nosso crescimento como atores em um mercado globalizado", argumenta o autor.
Tramitação
O projeto será analisado em
caráter conclusivo Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
fonte: Portal da Camara Federal

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Democracia Participativa

Democracia Participativa (PL 4.718) 
Você está indignado/a com tudo que nos é mostrado no Congresso, nas Assembléias e nas Câmaras? Pois é, este ai (PL 4.718) dorme em alguma gaveta. Lá está há cinco anos. Por último por conta do Roberto Freire (PPS) aliado do PSDB
Esse PL regulamenta o artigo 14 da CF/88 dando nova versão sobre a utilização do plebiscito e ação popular. Este P.L., se aprovado, levará a Nação a viver a Democracia Participativa disponibilizando, à população, instrumentos legais poderosíssimos.
Com estes instrumentos, não haverá a espera de 4 anos como nos é imposta agora - verão nas próximas eleições! – não é assim que se ameaça hoje em dia? Aprovado, é certo que despertará na população a tão sonhada e cantada consciência política.
Deixaremos de ser meros representados e seremos a um só tempo, representados e participantes. Estaremos “vivos e atentos” ao andamento dos trabalhos legislativos e não mais ouviremos sobre o fechamento do Congresso como querem os extremistas de direita.
O Congresso significa a manutenção da DEMOCRACIA. Insisto que com a internet poderemos nos fazer presentes nos gabinetes dos políticos “que exercem nosso poder por representação”.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boas Festas Feliz Ano Novo


BOAS FESTAS

Nos derradeiros momentos de 2.010, após o balanço de nossas ações/atitudes, tenho a certeza de que todos têm por merecer a consciência tranquila de missão cumprida.
Havendo algo por fazer, o faremos, tenho certo. Assim, mais uma vez, com todo o respeito e carinho, é meu desejo, a todos, os mais sinceros votos de BOAS FESTAS e que o NATAL lhes seja profícuo e promissor.
Há mais de 2 mil anos, por esta época, nascia, num estábulo, aquele que se fez Rei sem reinado material, amado, respeitado e mais que qualquer um, o símbolo e exemplo do verdadeiro amor ao próximo.
Sincera e atenciosamente,

Alfio Bogdan e família.

Trabalho de Bianca

Prólogo:
Detetive Benjamin e seu auxiliar Bruce estão voltando de mais um caso solucionado na cidade de Brighton, onde uma tragédia ocorre na festa de ano novo em que um casal de crianças é seqüestrado e é encontrado morto aos arredores da mansão de Mr. Yorke, onde ocorreu a festa. Um antigo mordomo frustrado por ter sido despedido após ser encontrado por sua patroa roubando suas jóias, querendo vingança comete homicídio e logo após suicídio.
Já exaustos da investigação, seguem caminho a Ascot, cidade onde moram. Muito sonolento, Benjamin fecha os olhos para tentar suavizar o ardor. É quando um carro vem em sua direção e, assustado com a buzina, abre rapidamente os olhos e tenta desviar seu carro, perdendo o controle do veículo e derrapando-o na neve.
           
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Inglaterra, 1979.
O Sol estava a pino enquanto seguíamos pela rodovia, coberta de neve, provocando uma grande claridade. Pedi a Bruce que pegasse meus óculos de sol. Estávamos voltando de Brighton,acabávamos de resolver um homicídio qualificado,em que sucederam-se dois óbitos,crianças. Era um caso - que em particular – me deixava muito pesaroso.

Não estava prestando atenção no que Bruce me dizia, ele era um bom auxiliar, ótimo até, certamente estava tecendo algum comentário sobre o caso.
Estávamos na metade do caminho, normalmente esse percurso demoraria dois quartos de hora, mas nas circunstancias em que nos encontrávamos a viagem tendia a ser mais lenta e perigosa.

Passáramos a noite em claro, o cansaço me consumia, a única coisa que desejava era parar para descansar.

Meus olhos estavam pesados e já não conseguia mantê-los abertos. Foi tudo muito rápido. Tudo girava, olhei para Bruce e vi sua expressão de pânico. Não me lembro de mais nada.

Pouco a pouco recobrei minha consciência e visualizei o acidente que havia ocorrido, uma onda de desespero me inundou. Olhei para o lado e tudo que pude ver foi meu parceiro, com um corte na testa, inconsciente. Levantei-me rapidamente e fui buscar ajuda. Depois de andar alguns metros – creio que foram muitos – consegui avistar uma luz, uma luz fraca e tremula.

Percebi então que a nevasca estava se agravando, precisava chegar a algum lugar o mais rápido possível, a luz ficava cada vez mais próxima até que me dei conta que já estava em frente ao local almejado.

Era uma construção antiga, parecia abandonada. Bati na porta e uma senhora com uma expressão sombria me recebeu, ela me olhava desconfiadamente. Disse ofegante que precisava de amparo e ela convidou-me a entrar.

Contei o que havia acontecido e perguntei se lá existia algum meio de comunicação, a mulher – Elizabeth, a propósito - me levou até um telefone, mas a tentativa de falar com a equipe de resgate foi falha. Já era hora do crepúsculo, agradeci a sua ajuda e pensei em partir, mas Elizabeth tocou meu ombro e me ordenou a ficar, não havia escolha, pois a nevasca bloqueara todas as saídas. Tive uma ligeira impressão de escutar alguém me mandando ir embora. Senhorita Elizabeth me levou até meus aposentos, era um quarto sombrio, porém com as camas arrumadas e os móveis com muita poeira e um pano os cobrindo.

Meus pensamentos não me deixavam descansar. Eu não estava sentindo dor, como isso era possível? Fiquei por um tempo me perguntando certas coisas e imaginando como Bruce estaria em meio aquela neve toda, caí no sono. Era madrugada quando acordei ofegante.

Seria difícil encontrar um lugar arejado dentro de uma casa daquele tipo, a escuridão tomava conta desta. Tive novamente a impressão de ter ouvido um sussurro, olhei ao meu redor e com a pouca visão que tive consegui avistar um rosto, um rosto de criança talvez. Achei que estava delirando, o meu caso recém resolvido havia me deixado perturbado, não tinha solucionado nada igual anteriormente.

Segui as vozes até o corredor, sussurros pedindo socorro estavam se tornando gritos de agonia e cada vez mais próximos, me deixando cada vez mais apavorado. Meus passos se apressavam e uma luz no final do corredor se acendeu, era Elizabeth.
-- Imagino que algo atrapalhou seu sono, por que está acordado?

Fiquei pensando em alguma resposta convicta, talvez ela não acreditasse nessa história de vozes, porventura fosse paranóia minha.
-  Estou com sede, pode me levar até a cozinha?
Inventei uma desculpa qualquer, percebi uma expressão confusa se formar em seu rosto, não entendi o porquê.

Meu pedido foi ignorado e ela voltou até seu quarto, antes de fechar a porta disse com um tom ríspido:
- Não vá até o porão.

A luz se apagou deixando o local escuro novamente. Meu instinto me guiou até lá embora o pedido fosse claro.

Depois de muito andar em meio a escuridão e evitando o barulho, cheguei. Vasculhando as coisas e assoprando a fuligem, esbarrei em uns papéis que estavam amarrados, aquilo chamou minha atenção. Eram artigos de jornais - típicos documentos que reconheceria de longe - comecei a ler.


4 de Outubro, 1897.
ORFANATO EM CHAMAS.

Incêndio ocorreu no final da tarde de ontem no Orfanato Redd. Não há vestígios de sobreviventes, o corpo da proprietária Elizabeth Redd não foi encontrado. Supostas causas estão sendo investigadas, não descartando a possibilidade de um ato criminoso. Uma das principais suspeitas é (...)

(....)

Um toque em meu ombro dispersa minha leitura, por um momento achei que fosse Elizabeth, chamando minha atenção. Olhei para trás e me deparei com uma criança com o olhar fixo em mim. Sua face era deformada com queimaduras e cicatrizes, com uma expressão sombria.

Atirei os papéis contra o ar, espalhando-os pelo assoalho.
- O que houve, você está bem? - perguntei.
Ela não respondeu.
- Há mais crianças aqui?
- Fuja. – disse ela gravemente.

Os papéis começaram a queimar e comecei a ouvir gritos agoniados rogando socorro. Um cheiro forte de fumaça dominou o ambiente. Abandonei o local, correndo.
Quando me deparei com a neve, percebi que já estava do lado de fora e tudo atrás de mim estava em chamas.

Caminhei sem rumo por um tempo, pensando no que havia presenciado. Lembranças do acidente vieram à tona. Pensei em Bruce, onde ele estava?Será que estava bem?

De repente meus pensamentos mudaram novamente de direção e agora estavam focados no incêndio que acabara de ocorrer, aqueles documentos relatavam que o corpo da senhora Redd não havia sido encontrado. A pessoa com quem conversei era um fantasma? Eu podia ver fantasmas e conversar com eles ou estava ficando louco? As coisas realmente não faziam sentido e eu já não sabia mais em o que pensar.

O dia já estava clareando novamente e eu não estava longe de onde havia ocorrido a tragédia que envolvia meu fiel companheiro, precisava contar-lhe tudo isso. Caminhei apressadamente, pois precisava resgatá-lo, rezava para que ele ainda estivesse vivo.

As árvores dificultavam o caminho e eu não sabia ao certo qual era a minha localização, por sorte, pedaços de vidro jogados no chão me ajudaram a chegar. Bruce estava deitado, mas não no mesmo lugar em que o vi pela ultima vez, havia uma fogueira ao seu lado e ela estava acesa, era um sinal, ele estava vivo. Não me contive de alegria, minhas tentativas ao tentar acordá-lo eram nulas, eu gritava e o empurrava, mas parecia que ele não me ouvia e muito menos me sentia.

Olhei ao meu redor e avistei pés, estavam vestindo um calçado familiar, eram os meus sapatos! Mas quem poderia ser? O resto do corpo estava coberto de neve, não conseguia distinguir.

Será que havíamos ferido alguém no acidente? Enquanto tirava a neve da face - já sem cor - tudo começou a fazer sentido. As reações estranhas da senhora Redd, a minha pouca sensibilidade em relação às dores e Bruce não podendo me sentir e escutar.
O corpo que jazia sem vida - e estranhamente familiar - sobre a neve, era o meu. Estava morto.
Bianca Barbério Bogdan Tedeschi
1º Colegial - 2010