sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
dan2010: O estrago de agora foi implantado pela desatenção ...
dan2010: O estrago de agora foi implantado pela desatenção ...: PML originalmente no Brasil 247 Não dá para falar no perigo da falta de energia sem debater quem fez campanha permanente contra hidroelétri...
O estrago de agora foi implantado pela desatenção de então
PML originalmente no Brasil 247
Não dá para falar no perigo da falta de energia sem debater quem fez campanha permanente contra hidroelétricas
É inacreditável. Os cortes de energia ocorridos nos últimos dias têm sido usados por economistas e observadores ligados à oposição para sua revanche diante dos benefícios obtidos pela população mais pobre nos últimos anos e tentar desgastar o governo.
O argumento é sentimental: dizer que ocorreu uma grande ampliação do consumo, em particular de eletro-domésticos, mas lamentar em tom lacrimoso que não houve um aumento correspondente na oferta de energia.
O truque é esconder o que ocorreu com nossa oferta de energia — e quem é responsável pelo que acontece agora. Não estamos falando de um episódio que aconteceu ontem ou na semana passada nem há dois anos, mas de uma política de décadas.
Qualquer que seja a causa real para os cortes de energia dos últimos dias, a verdade é que o país estaria em situação muito mais segura e confortável se não tivesse sido obrigado a enfrentar — e ceder — diante de pressões poderosas, ocupadas em atrasar os principais investimentos no setor, com argumentos razoáveis, absurdos ou apenas estúpidos mas que, na prática, apenas contribuíram para enfraquecer o desenvolvimento do país. O governo Lula-Dilma encontrou o dinheiro, fez o projeto, definiu como seria feito — mas foi impedido de seguir em frente, por campanhas políticas, de marketing, ou através da judicialização do debate.
Segunda maior hidroelétrica do país, a terceira maior do mundo, Belo Monte é um projeto de três décadas, que sofre um massacre sistemático e agressivo, inclusive campanhas internacionais com estrelas de Hollywood, onde se multiplicaram ações na Justiça e repentinas preocupações com o bem-estar dos trabalhadores dos canteiros de obras apenas para justificar o apoio a todo tipo de paralisação. Poderia estar pronta, contribuindo para acender lâmpadas no país inteiro, mas só vai entrar em funcionamento no ano que vem. Irá produzir menos da metade de seu potencial porque a pressão ecológica levou a uma reforma do projeto para agradar entidades ambientalistas. Alfio Bogdan.
Não dá para falar no perigo da falta de energia sem debater quem fez campanha permanente contra hidroelétricas
É inacreditável. Os cortes de energia ocorridos nos últimos dias têm sido usados por economistas e observadores ligados à oposição para sua revanche diante dos benefícios obtidos pela população mais pobre nos últimos anos e tentar desgastar o governo.
O argumento é sentimental: dizer que ocorreu uma grande ampliação do consumo, em particular de eletro-domésticos, mas lamentar em tom lacrimoso que não houve um aumento correspondente na oferta de energia.
O truque é esconder o que ocorreu com nossa oferta de energia — e quem é responsável pelo que acontece agora. Não estamos falando de um episódio que aconteceu ontem ou na semana passada nem há dois anos, mas de uma política de décadas.
Qualquer que seja a causa real para os cortes de energia dos últimos dias, a verdade é que o país estaria em situação muito mais segura e confortável se não tivesse sido obrigado a enfrentar — e ceder — diante de pressões poderosas, ocupadas em atrasar os principais investimentos no setor, com argumentos razoáveis, absurdos ou apenas estúpidos mas que, na prática, apenas contribuíram para enfraquecer o desenvolvimento do país. O governo Lula-Dilma encontrou o dinheiro, fez o projeto, definiu como seria feito — mas foi impedido de seguir em frente, por campanhas políticas, de marketing, ou através da judicialização do debate.
Segunda maior hidroelétrica do país, a terceira maior do mundo, Belo Monte é um projeto de três décadas, que sofre um massacre sistemático e agressivo, inclusive campanhas internacionais com estrelas de Hollywood, onde se multiplicaram ações na Justiça e repentinas preocupações com o bem-estar dos trabalhadores dos canteiros de obras apenas para justificar o apoio a todo tipo de paralisação. Poderia estar pronta, contribuindo para acender lâmpadas no país inteiro, mas só vai entrar em funcionamento no ano que vem. Irá produzir menos da metade de seu potencial porque a pressão ecológica levou a uma reforma do projeto para agradar entidades ambientalistas. Alfio Bogdan.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
dan2010: SOBRE O OCORRIDO NA FRANÇA DE HOLLANDE
dan2010: SOBRE O OCORRIDO NA FRANÇA DE HOLLANDE: Zizek: Pensar o atentado ao Charlie Hebdo Ú Quem não estiver disposto a falar criticamente sobre a democracia liberal deve também se cala...
SOBRE O OCORRIDO NA FRANÇA DE HOLLANDE
Zizek:
Pensar o atentado ao Charlie Hebdo
ÚQuem não estiver disposto a falar criticamente sobre a democracia
liberal deve também se calar sobre o fundamentalismo religioso.ç
Slavoj
Zize - Blog da Boitempo // 13/01/2015
ÚÉ agora — quando estamos todos em estado de choque
depois da carnificina na sede do Charlie Hebdo — o momento certo para encontrar coragem para pensar. Agora, e não depois,
quando as coisas acalmarem, como tentam nos convencer os proponentes da
sabedoria barata: o difícil é justamente combinar
o calor do momento com o ato de pensar. Pensar quando
o rescaldo dos eventos esfriar não gera uma verdade mais balanceada,
ela na verdade normaliza a situação de forma a nos permitir evitar as verdades
mais afiadas. [ele admite discutir no calor das
ocorrências]
Pensar significa ir adiante do pathos da
solidariedade universal que explodiu nos dias que sucederam o evento e
culminaram no espetáculo de domingo, 11 de janeiro de 2015, com grandes
nomes políticos ao redor do globo de mãos dadas, de Cameron a Lavrov, de
Netanyahu a Abbas – talvez a imagem mais bem acabada da falsidade
hipócrita. O
verdadeiro gesto Charlie Hebdo seria ter publicado na capa do semanário
uma grande caricatura brutalmente e grosseiramente tirando sarro desse evento,
com cartuns de Netanyahu e Abbas, Lavrov e Cameron, e outros casais
se abraçando e beijando intensamente enquanto afiam facas por
trás de suas costas.
Devemos, é claro, condenar sem ambiguidade os homicídios como um ataque contra a essência de nossas liberdades, e condená-los sem nenhuma ressalva oculta (como quem diria “Charlie Hebdo estava, todavia, provocando e humilhando os muçulmanos demais da conta”). Devemos também rejeitar toda abordagem calcada no efeito mitigante do apelo ao “contexto mais amplo”: algo como “os irmãos terroristas eram profundamente afetados pelos horrores da ocupação estadunidense do Iraque” (OK, mas então por que não simplesmente atacaram alguma instalação militar norte-americana ao invés de um semanário satírico francês?), ou como “muçulmanos são de fato uma minoria explorada e escassamente tolerada” (OK, mas negros afro-descendentes são tudo isso e mais e, no entanto, não praticam atentados a bomba ou chacinas) etc. O problema com tal evocação da complexidade do pano de fundo é que ele pode muito bem ser usado a propósito de Hitler: ele também coordenou uma mobilização diante da injustiça do tratado de Versalhes, mas no entanto era completamente justificável combater o regime nazista com todos os meios à nossa disposição. A questão não é se os antecedentes, agravos e ressentimentos que condicionam atos terroristas são verdadeiros ou não, o importante é o projeto político-ideológico que emerge como reação contra injustiças.
Devemos, é claro, condenar sem ambiguidade os homicídios como um ataque contra a essência de nossas liberdades, e condená-los sem nenhuma ressalva oculta (como quem diria “Charlie Hebdo estava, todavia, provocando e humilhando os muçulmanos demais da conta”). Devemos também rejeitar toda abordagem calcada no efeito mitigante do apelo ao “contexto mais amplo”: algo como “os irmãos terroristas eram profundamente afetados pelos horrores da ocupação estadunidense do Iraque” (OK, mas então por que não simplesmente atacaram alguma instalação militar norte-americana ao invés de um semanário satírico francês?), ou como “muçulmanos são de fato uma minoria explorada e escassamente tolerada” (OK, mas negros afro-descendentes são tudo isso e mais e, no entanto, não praticam atentados a bomba ou chacinas) etc. O problema com tal evocação da complexidade do pano de fundo é que ele pode muito bem ser usado a propósito de Hitler: ele também coordenou uma mobilização diante da injustiça do tratado de Versalhes, mas no entanto era completamente justificável combater o regime nazista com todos os meios à nossa disposição. A questão não é se os antecedentes, agravos e ressentimentos que condicionam atos terroristas são verdadeiros ou não, o importante é o projeto político-ideológico que emerge como reação contra injustiças.
Nada
disso é suficiente – temos que pensar adiante. E o pensar de que
falo não tem absolutamente nada a ver com uma relativização fácil do crime (o mantra do “quem
somos nós ocidentais, que cometemos massacres terríveis no terceiro mundo, para
condenar atos como estes?”). E tem menos ainda a ver com o medo
patológico de tantos esquerdistas liberais ocidentais de sentirem-se
culpados de islamofobia. Para
estes falsos esquerdistas, qualquer crítica ao Islã é rechaçada como expressão
da islamofobia ocidental: Salman Rushdie foi acusado de ter provocado
desnecessariamente os muçulmanos, e é, portanto, responsável (ao menos em
parte) pelo fatwa que o condenou à morte etc.
O resultado de tal postura só pode ser esse: o quanto mais
os esquerdistas liberais ocidentais mergulham em seu sentimento de culpa, mais
são acusados por fundamentalistas muçulmanos de serem hipócritas tentando
ocultar seu ódio ao Islã. Esta constelação perfeitamente reproduz o paradoxo do
superego: quanto
mais você obedece o que o
outro exige de você, mais culpa sentirá. É como se o
quanto mais você tolerar o Islã, tanto mais forte será sua pressão em você…
É
por isso que também me parecem insuficientes os pedidos
de moderação que surgiram na linha da alegação de Simon Jenkins (no The Guardian de
7 de janeiro) de que nossa tarefa seria
a de “não exagerar a reação, não sobre-publicizar o impacto
do acontecimento. É tratar cada evento como um acidente passageiro do
horror”
– o atentado ao Charlie
Hebdo não foi um mero “acidente
passageiro do horror”. Ele seguiu uma agenda religiosa e política precisa e foi
como tal claramente parte de um padrão muito mais amplo. É claro que não devemos
nos exaltar – se por isso compreendermos não sucumbir à islamofobia cega – mas devemos implacavelmente analisar
este padrão.
O que é muito mais necessário que a
demonização dos terroristas como fanáticos suicidas heroicos é um
desmascaramento desse mito demoníaco. Muito tempo atrás, Friedrich Nietzsche percebeu
como a civilização ocidental estava se movendo na direção do “último homem”,
uma criatura apática com nenhuma grande paixão ou comprometimento. Incapaz de sonhar,
cansado da vida, ele não assume nenhum risco, buscando apenas o conforto e a
segurança, uma expressão de tolerância com os outros: “Um pouquinho de
veneno de tempos em tempos: que garante sonhos agradáveis. E muito veneno no
final, para uma morte agradável. Eles têm seus pequenos prazeres de dia, e seus
pequenos prazeres de noite, mas têm um zelo pela saúde. ‘Descobrimos a felicidade,’
dizem os últimos homens, e piscam.”
aLFIO bOGDAN - Físico e Professor
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
dan2010: Debaixo de tanto tiroteio, a Petrobras torna-se a ...
dan2010: Debaixo de tanto tiroteio, a Petrobras torna-se a ...: A Petrobras tornou-se a maior produtora de petróleo entre as empresas de capital aberto no mundo, após superar a norte-americana ExxonMobil...
Debaixo de tanto tiroteio, a Petrobras torna-se a maior do mundo
A Petrobras tornou-se a maior
produtora de petróleo entre as empresas de capital aberto no mundo, após
superar a norte-americana ExxonMobil no terceiro trimestre de 2014, informou a
petroleira estatal nesta quinta-feira.
A ExxonMobil produziu 2,065 milhões de
barris de petróleo por dia (bpd) no terceiro trimestre, segundo o balanço da
companhia, enquanto a Petrobras produziu 2,209 milhões de barris/dia no mesmo
período.
Quando somadas as produções de óleo e
gás, a Petrobras ainda ocupa a quarta posição no ranking, ponderou a estatal.
A notícia positiva acontece em um
momento em que o preço do petróleo atingiu mínima de diversos anos no mercado
internacional, reduzindo a receita com a venda do produto no exterior, enquanto
a companhia ainda é alvo de acusações de envolvimento em esquemas de desvio de
dinheiro.
Apesar do cenário ruim, que tem feito
as ações da Petrobras sofrerem na bolsa, a empresa comemora um bom momento de
resultados operacionais, após diversos atrasos na entrada em operação de
plataformas.
De acordo com a petroleira, ela também
foi a empresa que mais aumentou a sua produção de óleo, tanto em termos
percentuais quanto absolutos, em 2014 até setembro.
"Nos nove primeiros meses de
2014, a Petrobras e a ConocoPhillips foram as únicas empresas de capital aberto
que registraram aumento de produção de petróleo", afirmou a estatal.
"No caso da Petrobras, esse aumento foi de 3,3 por cento e, da Conoco, de
0,4 por cento."
A Petrobras destacou ainda que bateu
novo recorde de produção, de 2,286 mil bpd de óleo, em 21 de dezembro, e frisou
que atingiu no pré-sal do Brasil, junto com outras petroleiras, o recorde de
700 mil bpd em 16 de dezembro.
Segundo a companhia, em 2014 foram
adicionados 500 mil bpd de capacidade, com a entrada em operação de quatro
novas unidades de produção.
"Esse volume será gradativamente
incorporado à produção, garantindo que em 2015 a empresa continue aumentando a
produção de óleo e gás", afirmou.
Entretanto, a P-61, uma das
plataformas programadas para o ano passado, que inicialmente entraria em
operação em 2013 no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, não havia começado
a produzir até o final de dezembro.
O crescimento na produção em 2014,
após pesados investimentos nos últimos anos, ocorreu depois de dois anos de
recuo na extração no Brasil.
Em sua última previsão, a estatal
previu elevar a produção de petróleo no país entre 5,5 e 6 por cento em 2014,
abaixo da meta de 7,5 por cento traçada inicialmente no ano passado, em meio a
atrasos na entrega de equipamentos.
A empresa ainda não divulgou a
produção fechada de dezembro.
Alfio Bogdan - Físico e Professor
Fonte: Brasil 247
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
dan2010: Brasileiros e Brasileiras, a Petrobras é maior do ...
dan2010: Brasileiros e Brasileiras, a Petrobras é maior do ...: 1º de janeiro de 2015 — Discurso da Presidenta após a posse no Congresso Nacional. Num dos trechos mais importantes do seu discurso, a ...
Assinar:
Postagens (Atom)