segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
dan2010: Dom Paulo Evaristo o Cardeal da Resistência (Adria...
dan2010: Dom Paulo Evaristo o Cardeal da Resistência (Adria...: O Cardeal que salvou minha vida, Adriano Diogo, militante defensor dos Direitos Humanos junto às Comunidades de Base e Pastorais Sociais. E...
Dom Paulo Evaristo o Cardeal da Resistência (Adriano Diogo)
O Cardeal que salvou
minha vida, Adriano Diogo, militante defensor dos Direitos Humanos junto às
Comunidades de Base e Pastorais Sociais. Eu conheci D. Paulo quando estava preso
no presídio do Hipódromo. Dom Paulo Evaristo foi nos visitar dentro da cela,
ele estava acompanhado de Hélio Bicudo, e nós entregamos a eles documentos
sobre a tortura. Eu me lembro deles os esconderem por debaixo das roupas.
Estávamos cercadíssimos, mas conseguimos passar as preciosas informações. Munido desses papéis, e de outros documentos que retirou no
presídio Tiradentes, Dom Paulo fez uma denúncia a entidades internacionais e
divulgou a tortura que era realizada no Brasil para o mundo inteiro. Isso foi
em agosto de 1973. Eu não sabia, mas D. Paulo já havia salvado a minha vida. Fui preso no dia 17 de março, dois dias após a
prisão do meu colega Alexandre
Vannucchi. Ele foi morto no dia em que fui preso. Naqueles mesmos dias
mataram outro amigo nosso, Gerardo
Magela, estudante do 5º ano de medicina
da PUC de Sorocaba. Fiquei 90 dias em uma cela solitária. Queriam que eu
delatasse Alexandre Vannucchi
e Gerardo Magela para
incriminá-los, mesmo depois de mortos. Quando jogaram o corpo de Alexandre Vannuchi na Rua João Boemer, no bairro do
Brás, e disseram que o estudante havia fugido e que, em uma tentativa de
suicídio, um caminhão o atropelara. Um grupo de
mais de 20 representantes de diretórios acadêmicos da USP procurou Dom Paulo
para denunciar o assassinato.
O Cardeal também não aceitou essa versão de suicídio
e se comprometeu em fazer uma missa em memória do estudante.
Celebrada na Catedral da Sé, em 30 de março de 1973, a missa reuniu mais de 3 mil pessoas. No dia, D. Paulo pregou: “Os gritos, a tortura e a morte do rapaz foram testemunhados por alguns presos que depois prestaram depoimentos contando o que viram. A violência, talvez, tenha sido maior, pois Leme não denunciou ninguém. Uma das frases que marcaram sua morte, e que foi ouvida por quem estava nas celas vizinhas, foi esta: ‘Meu nome é Alexandre Vannucchi Leme. Me acusaram de ser da ALN (Ação Libertadora Nacional). Eu só disse meu nome’”. Como relata a obra “O Cardeal da Resistência”, de Ricardo Carvalho, a ALN foi o grupo de revolucionários que detiveram Charles Burke Elbrick, embaixador dos Estados Unidos. Aquela missa foi importantíssima, foi um marco. Foi a primeira vez que a igreja católica não reconheceu uma versão de suicídio da ditadura. A situação dos presos do Tiradentes era muito grave, todos estavam em greve de fome, e a tortura e as execuções eram constantes. Se eu estou vivo hoje, foi graças a esta atitude corajosa de D. Paulo Evaristo. Depois disso, o nível de tortura diminuiu muito no presídio. Não pararam de matar, mas pelo menos com as pessoas ligadas a Vannucchi, a tortura diminuiu. Eram mais de 100 estudantes presos: da geologia, da história, da psicologia, da comunicação... Naquela sexta-feira, 30 de março, embora não soubéssemos o motivo, ouvimos o Major Carlos Alberto Brilhante Ustra e toda a operação bandeirante (OBAN), enlouquecida, bradejar contra D. Paulo. D. Paulo estava sempre disposto a sair em defesa de todos os que precisassem e que a ele recorressem. Em 31 de outubro de 1975, junto ao rabino Henry Sobel e ao Reverendo James Wright, o Cardeal celebrou o culto ecumênico em memória de Vladimir Herzog. Mais uma vez D. Paulo não aceitou uma versão de suicídio da ditadura, mesmo Vlado sendo judeu. Em outubro de 1979, o metalúrgico Santo Dias, líder sindical, foi morto na capela do Socorro. Na companhia de Dom Angélico Bernardino, D. Paulo foi até o instituto Médico Legal e gritou “Vocês são uns covardes, vocês atiraram pelas costas.
Celebrada na Catedral da Sé, em 30 de março de 1973, a missa reuniu mais de 3 mil pessoas. No dia, D. Paulo pregou: “Os gritos, a tortura e a morte do rapaz foram testemunhados por alguns presos que depois prestaram depoimentos contando o que viram. A violência, talvez, tenha sido maior, pois Leme não denunciou ninguém. Uma das frases que marcaram sua morte, e que foi ouvida por quem estava nas celas vizinhas, foi esta: ‘Meu nome é Alexandre Vannucchi Leme. Me acusaram de ser da ALN (Ação Libertadora Nacional). Eu só disse meu nome’”. Como relata a obra “O Cardeal da Resistência”, de Ricardo Carvalho, a ALN foi o grupo de revolucionários que detiveram Charles Burke Elbrick, embaixador dos Estados Unidos. Aquela missa foi importantíssima, foi um marco. Foi a primeira vez que a igreja católica não reconheceu uma versão de suicídio da ditadura. A situação dos presos do Tiradentes era muito grave, todos estavam em greve de fome, e a tortura e as execuções eram constantes. Se eu estou vivo hoje, foi graças a esta atitude corajosa de D. Paulo Evaristo. Depois disso, o nível de tortura diminuiu muito no presídio. Não pararam de matar, mas pelo menos com as pessoas ligadas a Vannucchi, a tortura diminuiu. Eram mais de 100 estudantes presos: da geologia, da história, da psicologia, da comunicação... Naquela sexta-feira, 30 de março, embora não soubéssemos o motivo, ouvimos o Major Carlos Alberto Brilhante Ustra e toda a operação bandeirante (OBAN), enlouquecida, bradejar contra D. Paulo. D. Paulo estava sempre disposto a sair em defesa de todos os que precisassem e que a ele recorressem. Em 31 de outubro de 1975, junto ao rabino Henry Sobel e ao Reverendo James Wright, o Cardeal celebrou o culto ecumênico em memória de Vladimir Herzog. Mais uma vez D. Paulo não aceitou uma versão de suicídio da ditadura, mesmo Vlado sendo judeu. Em outubro de 1979, o metalúrgico Santo Dias, líder sindical, foi morto na capela do Socorro. Na companhia de Dom Angélico Bernardino, D. Paulo foi até o instituto Médico Legal e gritou “Vocês são uns covardes, vocês atiraram pelas costas.
Alfio Bogdan - Físico e Professor - Analista de acidente de trânsito
sábado, 10 de dezembro de 2016
dan2010: ao professor alemão Markus Pohlmann,
dan2010: ao professor alemão Markus Pohlmann,: Ex-ministro da Justiça diz que Moro é criminoso e o compara a gatuno Vazamento ilegal de grampos e impacto político de decisões estão ent...
ao professor alemão Markus Pohlmann,
Ex-ministro
da Justiça diz que Moro é criminoso e o compara a gatuno
Vazamento ilegal de grampos e
impacto político de decisões estão entre acusações feitas contra Sérgio Moro em
carta.
Marcos de Vasconcellos, via Consultor
Jurídico em 10/12/2016
O ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão,
acusou o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato,
de ser um criminoso. Em mensagem enviada ao
professor alemão Markus Pohlmann, cuja universidade (de Heidelberg) recebeu o
juiz para uma palestra, Aragão
afirma que “Moro é um criminoso, também sob a perspectiva alemã. Ele
se tornou punível quando violou sigilo funcional, para não falar em prevaricação”.
O e-mail do
ex-ministro foi enviado junto com uma carta, assinada por 28 professores de
Direito, História e Ciência Política, que questiona o fato de a Universidade de
Heidelberg convidar Moro para falar sobre combate à corrupção. O evento ocorreu na
sexta-feira, dia 9/12, mas a carta foi enviada no dia 6. O documento elenca
acusações contra o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Além de citarem que Moro
determinou a ilegal condução
coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor e
vazou, “criminosamente”, gravações
de conversas entre Lula e a então presidente Dilma Rousseff, os professores
dizem que o juiz viola a Constituição, leis e a soberania nacional, entregando
informações à Justiça dos Estados Unidos, “com quem dialoga frequentemente,
sobre andamento de processos brasileiros, permitindo que réus brasileiros
firmem acordo de colaboração com a justiça dos EUA, em detrimento do interesse
das empresas nacionais brasileiras”.
O documento, no entanto, não
fica só no campo do Direito, atacando também o juiz pelo viés político de sua
atuação: “Articulado com poderosos barões da mídia brasileira, Sérgio Moro, o
Poder Judiciário e o Ministério Público Federal conseguiram derrotar a democracia
brasileira; conseguiram instalar no Brasil o clima político de fascismo e intolerância
política”. Ainda segundo a carta, a condução da Lava-Jato foi decisiva para a
queda da presidente Dilma, em um golpe iniciado em maio de 2016.
O professor Pohlmann
respondeu, no dia 7 de dezembro, agradecendo pelos comentários, mas afirmou que
a conferência da qual Moro participaria tinha o propósito científico de
discutir a corrupção e o combate à corrupção, sem quaisquer interesses
políticos. “Embora saibamos que o lado político do processo é altamente controverso,
queremos ouvir sobre a luta contra a corrupção no campo da economia”, afirmou o
alemão.
Foi então que Aragão, em
resposta, comparou Moro a um gatuno. “Não consigo imaginar que o senhor
convidasse como conferencista um gatuno, para que expusesse a seu honrado
público, friamente, sob a perspectiva científica, seu procedimento de gatunagem.”
E rogou que a Alemanha não premiasse e honrasse um dos causadores do caos que
abala o país, em vez de repudiá-lo.
Leia a carta, traduzida:
Brasília, 6 de
dezembro de 2016.
Sr. Prof. Dr.
Markus Pohlmann
Instituto de
Sociologia Max Weber
Universidade de
Heidelberg,
Permita-nos uma breve apresentação. Somos
professores de História, Ciência Política e Direito de distintas universidades
brasileiras, públicas e privadas, com atuação nas áreas de Teoria do Direito,
Hermenêutica Constitucional, Direito Constitucional, Direito Econômico, Direito
Penal e Processual Penal. Temos muitos anos de atividade científica e
acompanhamos com atenção os acontecimentos em nosso país, especialmente durante
e depois do golpe sofrido por nossa jovem democracia de abril a agosto de 2016.
Com o mesmo interesse científico, e como cidadãos que viveram ainda o final da
ditadura militar brasileira de 1964-85, seguimos de perto a assim chamada
Operação Lava-Jato, bem como o papel desempenhado pelo Poder Judiciário e
Ministério Público brasileiros. Desta maneira, seguimos com proximidade a
atuação do juiz federal Sérgio Fernando Moro e dos membros do Ministério
Público Federal que o acompanha nos processos penais relativos à mencionada
Operação Lava-Jato Lava-Jato.
Surpreendeu-nos que o Sr. e sua prestigiada
Universidade de Heidelberg tenha convidado o juiz federal Sérgio Fernando Moro,
na condição de “lutador contra a corrupção” para conferência no dia 9 de
dezembro de 2016. O juiz federal Sérgio Moro incorreu em posturas as quais
foram determinantes para o clima político de derrubada de um governo legítimo,
servindo, desta forma, aos piores interesses antidemocráticos, a seguir
enumerados:
– o juiz Sérgio Moro
ordenou a ilegal condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
em março de 2016;
– o juiz Sérgio Moro criminosamente tornou
pública escuta telefônica da então presidenta do Brasil, Dilma Rousseff,
enviando gravações de conversas para a Rede Globo de Televisão. A Rede Globo
apoiou todos os movimentos autoritários do Brasil, desde 1964;
– o juiz Sérgio Moro fundamenta suas decisões de arbitrárias prisões provisórias não na Constituição e nas leis do Estado Democrático de Direito; porém na repercussão midiática de sua atuação, conforme as palavras do próprio juiz em texto de sua autoria publicado em 2004, sobre a “Operação Mani Pulite”, ocorrida na Itália nos anos 1990;
– o juiz Sérgio Moro recebe prêmios e honrarias da Rede Globo de Televisão, comunica-se por mensagens eletrônicas com jornalistas desta televisão, em franca oposição aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff;
– o juiz Sérgio Moro fundamenta suas decisões de arbitrárias prisões provisórias não na Constituição e nas leis do Estado Democrático de Direito; porém na repercussão midiática de sua atuação, conforme as palavras do próprio juiz em texto de sua autoria publicado em 2004, sobre a “Operação Mani Pulite”, ocorrida na Itália nos anos 1990;
– o juiz Sérgio Moro recebe prêmios e honrarias da Rede Globo de Televisão, comunica-se por mensagens eletrônicas com jornalistas desta televisão, em franca oposição aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff;
– violando Constituição, leis e a soberania
nacional, o juiz Sérgio Moro entrega informações à Justiça dos Estados Unidos
da América, com quem dialoga frequentemente, sobre andamento de processos
brasileiros, permitindo que réus brasileiros firmem acordo de colaboração com a
justiça dos Estados Unidos da América, em detrimento do interesse das empresas
nacionais brasileiras.
Há uma infinidade de abusos,
ilegalidades e parcialidades em favor da oposição reacionária no Brasil, e
contra os governos populares dos últimos 13 anos, praticadas pelo juiz Sérgio
Moro nos processos envolvidos no âmbito da Operação Lava-Jato. Prezado
Prof. Dr. Pohlmann, seriam muitas as particularidades que não caberiam nesta
carta, mas qualquer um de nós estaria disposto a esclarecer-lhe, com
documentos. O mais destacado no papel do juiz Sérgio Moro foi sua contribuição
decisiva para o golpe que começou em maio, e culminou em agosto de 2016 com a
destituição da presidenta Dilma Rousseff. Articulado com poderosos barões da
mídia brasileira, Sérgio Moro, o Poder Judiciário e o Ministério Público
Federal conseguiram derrotar a democracia brasileira; conseguiram instalar no
Brasil o clima político de fascismo e intolerância política. O Sr., assim como
todos nós que assinamos esta carta, bem conhecemos como pode ser o Direito
utilizado para aparência de legalidade e para perseguição de adversários
políticos.
èPor
tais razões, Prof. Dr. Markus Pohlmann, julgamos conveniente adverti-lo de que
seu convidado não representa a luta contra a corrupção no Brasil, não representa
o fortalecimento da democracia no Brasil. Ao contrário: representa o retorno a
tempos que julgávamos superados na democracia constitucional e política de
nosso país.
Com nosso profundo respeito.
Alexandre Melo Franco de Moraes Bahia – UFOP –
Bundesuniversität Ouro Preto/Minas Gerais
André Karam Trindade – FG – Fakultät Guanambi/Bahia
Antônio Gomes Moreira Maués – UFPA – Bundesuniversität Pará
Beatriz Vargas Ramos Rezende – Universität Brasília – UnB
Carol Proner – UFRJ – Bundesuniversität Rio de Janeiro
Cynara Monteiro Mariano – UFC – Bundesuniversität Ceará
Emílio Peluso Neder Meyer – UFMG – Bundesuniversität Minas Gerais
Enzo Bello – UFF – Bundesuniversität Fluminense/Rio de Janeiro
Eugênio Guilherme Aragão – UnB – Universität Brasília
Fábio Kerche – FCRB – Haus-Rui-Barbosa-Stifitung/Rio de Janeiro
Felipe Braga Albuquerque – UFC – Bundesuniversität Ceará
Gilberto Bercovici – USP – Universität São Paulo
Gisele Citadino – PUC/Rio – Pontifikale Katholische Universität Rio de Janeiro
Gustavo César Cabral – UFC – Bundesuniversität Ceará
Gustavo Ferreira dos Santos – UFPE – Bundesuniversität Pernambuco/ UNICAP – Katholische Universität Pernambuco
Gustavo Raposo Feitosa – UFC – Bundesuniversität Ceará/UNIFOR – Universität Fortaleza
Jânio Pereira da Cunha – Unifor – Universität Fortaleza/UNICHRISTUS – Universität Christus
José Carlos Moreira da Silva Filho – PUC/RS – Pontifikale Katholische Universität Rio Grande do Sul
José Ribas Vieira – UFRJ – Bundesuniversität Rio de Janeiro
José Luiz Bolzan de Moraes – Unisinos – Universität Vale-Rio-dos-Sinos/Rio Grande do Sul
Juliana Neuenschwander Magalhães – UFRJ – Bundesuniversität Rio de Janeiro
Jurandir Malerba – UFRGS – Bundesuniversität Rio Grande do Sul/ FU – Freie Universität Berlin
Marcelo Cattoni – Bundesuniversität Minas Gerais
Margarida Lacombe Camargo – UFRJ – Bundesuniversität Rio de Janeiro
Martonio Mont’Alverne Barreto Lima – Unifor – Universität Fortaleza
Newton de Menezes Albuquerque – UFC – Bundesuniversität Ceará/Unifor – Universität Fortaleza
Willis Santiago Guerra Filho – UniRio – Bundesuniversität des Landes Rio de Janeiro/ PUC/SP – Pontifikale Katholische Universität São Paulo
André Karam Trindade – FG – Fakultät Guanambi/Bahia
Antônio Gomes Moreira Maués – UFPA – Bundesuniversität Pará
Beatriz Vargas Ramos Rezende – Universität Brasília – UnB
Carol Proner – UFRJ – Bundesuniversität Rio de Janeiro
Cynara Monteiro Mariano – UFC – Bundesuniversität Ceará
Emílio Peluso Neder Meyer – UFMG – Bundesuniversität Minas Gerais
Enzo Bello – UFF – Bundesuniversität Fluminense/Rio de Janeiro
Eugênio Guilherme Aragão – UnB – Universität Brasília
Fábio Kerche – FCRB – Haus-Rui-Barbosa-Stifitung/Rio de Janeiro
Felipe Braga Albuquerque – UFC – Bundesuniversität Ceará
Gilberto Bercovici – USP – Universität São Paulo
Gisele Citadino – PUC/Rio – Pontifikale Katholische Universität Rio de Janeiro
Gustavo César Cabral – UFC – Bundesuniversität Ceará
Gustavo Ferreira dos Santos – UFPE – Bundesuniversität Pernambuco/ UNICAP – Katholische Universität Pernambuco
Gustavo Raposo Feitosa – UFC – Bundesuniversität Ceará/UNIFOR – Universität Fortaleza
Jânio Pereira da Cunha – Unifor – Universität Fortaleza/UNICHRISTUS – Universität Christus
José Carlos Moreira da Silva Filho – PUC/RS – Pontifikale Katholische Universität Rio Grande do Sul
José Ribas Vieira – UFRJ – Bundesuniversität Rio de Janeiro
José Luiz Bolzan de Moraes – Unisinos – Universität Vale-Rio-dos-Sinos/Rio Grande do Sul
Juliana Neuenschwander Magalhães – UFRJ – Bundesuniversität Rio de Janeiro
Jurandir Malerba – UFRGS – Bundesuniversität Rio Grande do Sul/ FU – Freie Universität Berlin
Marcelo Cattoni – Bundesuniversität Minas Gerais
Margarida Lacombe Camargo – UFRJ – Bundesuniversität Rio de Janeiro
Martonio Mont’Alverne Barreto Lima – Unifor – Universität Fortaleza
Newton de Menezes Albuquerque – UFC – Bundesuniversität Ceará/Unifor – Universität Fortaleza
Willis Santiago Guerra Filho – UniRio – Bundesuniversität des Landes Rio de Janeiro/ PUC/SP – Pontifikale Katholische Universität São Paulo
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
dan2010: Procurador Admite ter sido usado para derrubar a P...
dan2010: Procurador Admite ter sido usado para derrubar a P...: "Procurador admite" eles foram usados para derrubar a presidente Dilma Rousseff Sob anonimato, um procurador da Operação Lava...
Procurador Admite ter sido usado para derrubar a Presidenta
"Procurador admite" eles
foram usados para derrubar a presidente Dilma Rousseff
Sob anonimato,
um procurador da Operação Lava Jato disse à jornalista Natuza Nery, responsável
pelo Painel da Folha desta quarta (24), que o sentimento comum na
força-tarefa hoje é de que eles foram usados para derrubar a presidente Dilma
Rousseff e, agora que o impeachment está quase consolidado, estão sendo
descartados. “Éramos lindos até o impeachment ser irreversível. Agora que já
nos usaram, dizem chega”, disse o procurador.
Conforme o GGN mostrou
semanas atrás, a Lava
Jato bateu recorde de aparecimento nas manchetes de jornais durante o
mês de março de 2016, criando o clima favorável ao impeachment de Dilma
Rousseff na Câmara. Mais de um terço das capas da Folha foram dedicadas à
operação e a outras investigações contra Lula. O próprio Datafolha nunca
usou as pedaladas fiscais para questionar à população se Dilma merecia
o impeachment. A pergunta feita era se as “revelações” da Lava Jato deveriam
render o seu afastamento.
A fala do
procurador ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes
reagir ao vazamento de suposta delação da OAS citando Dias Toffoli, membro da Corte,
apenas para criar constrangimentos. Segundo a colunista, “o Estado-maior
da Lava Jato é unânime: o avanço das investigações sobre setores do Judiciário
pode acabar se transformando em um freio na operação.”
Após o
episódio, Gilmar deu uma série de entrevistas sinalizando que a Lava Jato está
se comportando como um grupo de “heróis” sem limites e que deveria, ao invés
disso, “calçar as sandálias da humildade”. O ministro também disparou contra
uma das propostas defendida pelos membros da operação no Congresso, que trata
da permissão de usar provas obtidas de maneira irregular, desde que de boa-fé.
Chegou a dizer que isso é coisa de “cretino”.
A suspensão e a
pressão do Supremo para isso são atitudes inéditas na Lava Jato. Não é como se
a operação já não tivesse se envolvido em episódios polêmicos que colocaram em
xeque os limites de sua atuação.
A título de
exemplo, no caso do vazamento de um grampo presidencial, por exemplo, o máximo
que ocorreu foi o juiz federal Sergio Moro pedir desculpas a Teori Zavascki,
relator da Lava Jato no STF. Dilma Rousseff, que foi derrubada na Câmara dias
após esse vazamento, aponta que esse tipo de vazamento “é crime em qualquer
lugar do mundo”.
Além disso,
foram mais de 13 delações vazadas para a imprensa, sem nenhuma reação. O que
levanta a pergunta: por que após dois anos e meio de Lava Jato, só
agora Janot quer findar um acordo de cooperação por causa de um vazamento?
Hoje, o GGN aponta
em artigo de Luis Nassif que a suspensão da delação da OAS é um“empate
vitorioso” entre Gilmar e Janot, com um importante desdobramento sobre
a classe política: deve livrar a cara de José Serra e Aécio Neves (PSDB) – além
de alguns petistas – que, como já se sabia, eram citados por Léo Pinheiro na
delação. via Forum
Com a reação do
ministro do STF, o procurador-geral da República Rodrigo Janot veio à tona
defender a Lava Jato do vazamento. Disse que a responsabilidade pelo factóide
entregue à Veja era dos advogados da OAS, que estariam fazendo pressão para
fechar a delação de Leo Pinheiro. Ele também afirmou que não existe nenhuma
menção a Toffoli no depoimento. O PGR usou esse argumento para suspender as
negociações.
Fonte:
conexaopol.blogspot.com.br
Procurador admite ter sido usado para derrubar a Presidenta.
"Procurador admite" eles
foram usados para derrubar a presidente Dilma Rousseff
Sob anonimato,
um procurador da Operação Lava Jato disse à jornalista Natuza Nery, responsável
pelo Painel da Folha desta quarta (24), que o sentimento comum na
força-tarefa hoje é de que eles foram usados para derrubar a presidente Dilma
Rousseff e, agora que o impeachment está quase consolidado, estão sendo
descartados. “Éramos lindos até o impeachment ser irreversível. Agora que já
nos usaram, dizem chega”, disse o procurador.
Conforme o GGN mostrou
semanas atrás, a Lava
Jato bateu recorde de aparecimento nas manchetes de jornais durante o
mês de março de 2016, criando o clima favorável ao impeachment de Dilma
Rousseff na Câmara. Mais de um terço das capas da Folha foram dedicadas à
operação e a outras investigações contra Lula. O próprio Datafolha nunca
usou as pedaladas fiscais para questionar à população se Dilma merecia
o impeachment. A pergunta feita era se as “revelações” da Lava Jato deveriam
render o seu afastamento.
A fala do
procurador ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes
reagir ao vazamento de suposta delação da OAS citando Dias Toffoli, membro da Corte,
apenas para criar constrangimentos. Segundo a colunista, “o Estado-maior
da Lava Jato é unânime: o avanço das investigações sobre setores do Judiciário
pode acabar se transformando em um freio na operação.”
Após o
episódio, Gilmar deu uma série de entrevistas sinalizando que a Lava Jato está
se comportando como um grupo de “heróis” sem limites e que deveria, ao invés
disso, “calçar as sandálias da humildade”. O ministro também disparou contra
uma das propostas defendida pelos membros da operação no Congresso, que trata
da permissão de usar provas obtidas de maneira irregular, desde que de boa-fé.
Chegou a dizer que isso é coisa de “cretino”.
A suspensão e a
pressão do Supremo para isso são atitudes inéditas na Lava Jato. Não é como se
a operação já não tivesse se envolvido em episódios polêmicos que colocaram em
xeque os limites de sua atuação.
A título de
exemplo, no caso do vazamento de um grampo presidencial, por exemplo, o máximo
que ocorreu foi o juiz federal Sergio Moro pedir desculpas a Teori Zavascki,
relator da Lava Jato no STF. Dilma Rousseff, que foi derrubada na Câmara dias
após esse vazamento, aponta que esse tipo de vazamento “é crime em qualquer
lugar do mundo”.
Além disso,
foram mais de 13 delações vazadas para a imprensa, sem nenhuma reação. O que
levanta a pergunta: por que após dois anos e meio de Lava Jato, só
agora Janot quer findar um acordo de cooperação por causa de um vazamento?
Hoje, o GGN aponta
em artigo de Luis Nassif que a suspensão da delação da OAS é um“empate
vitorioso” entre Gilmar e Janot, com um importante desdobramento sobre
a classe política: deve livrar a cara de José Serra e Aécio Neves (PSDB) – além
de alguns petistas – que, como já se sabia, eram citados por Léo Pinheiro na
delação. via Forum
Com a reação do
ministro do STF, o procurador-geral da República Rodrigo Janot veio à tona
defender a Lava Jato do vazamento. Disse que a responsabilidade pelo factóide
entregue à Veja era dos advogados da OAS, que estariam fazendo pressão para
fechar a delação de Leo Pinheiro. Ele também afirmou que não existe nenhuma
menção a Toffoli no depoimento. O PGR usou esse argumento para suspender as
negociações.
Fonte:
conexaopol.blogspot.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)