segunda-feira, 11 de junho de 2018

Neruda está com Lula!


Uma das mentes mais brilhantes da intelectualidade do Brasil que a empresta ao PT, traz para nosso raciocínio esta beleza extraída do brilhante discurso de Pablo Neruda, Uma longa viagem na memória e na poesia. 

          Sul 21 - Neruda está com Lula.



Tarso Genro | junho 11, 2018

Libertem Lula e deixem o país em paz! A miséria política, jurídica e moral  – para não falar na miséria econômica – na qual o bloco liberal-rentista jogou o nosso país, terá consequências dramáticas, para as novas gerações de brasileiros. Ao embarcar na canoa furada do neoliberalismo, pela qual bastaria reduzir o “tamanho” do estado, cortar os subsídios para o desenvolvimento, ajustar o orçamento sonegando recursos para saúde-educação-segurança, privatizar bens públicos e falsificar o combate à corrupção -ao embarcar nesta canoa – os setores (majoritários) das classes dominantes brasileiras lideraram um vasto movimento político baseado em ilusões. E na natureza, onde os mais fortes no mercado sobreviveriam como “espécies” naturais superiores.
Estas ilusões foram cientificamente manipuladas pelo oligopólio da mídia e seus especialistas de proveta, até criar a “máxima ilusão”, que caracterizou as correntes fascistas, em diversas épocas da História:  primeiro, que bastaria tirar a esquerda do Governo (no caso o PT) para o país andar; segundo, que as soluções são simples; terceiro, que o “político” e os “políticos”, são desnecessários para redimir a nação dos seus erros: bastaria instrumentalizar alguns cretinos, colocando-os à frente do poder e “nós operaremos com técnicos competentes”, para fazer as coisas andar, no mercado e na vida.
Se tivessem algum senso limitado de História teriam considerado que – mesmo dentro de uma democracia capitalista típica – as esquerdas sempre foram necessárias para, representando  partes importantes da sociedade comporem  um sentido de nação, pois ela é o espaço cultural, econômico e territorial, no qual os projetos democráticos se realizam;  teriam concebido, estes grupos golpistas – ingênuos ou não – que nada é “simples” em política e economia, e que a visão simplista para o enfrentamento da complexidade social, leva para desastres complexos e tragédias sociais dramáticas; teriam entendido, estes “chefes” – escondidos nos escaninhos do oligopólio da mídia e nos armários dos partidos tradicionais – que a instrumentalização de “cretinos”, para assumirem postos de governo, já vem comprometida pela própria eliminação do espaço da política, feita no próprio episódio cretino do golpe.
A necessidade de libertação do Presidente Lula é o que simboliza, nos dias de hoje, a decadência e a senilidade do Golpe, bem como representa a possibilidade de – se libertado por uma decisão do Supremo a qualquer momento - começarmos a encaminhar o retorno à normalidade política do país, à retomada do contencioso democrático,  a elisão da Guerra Civil não declarada, que  já está em andamento no Rio de Janeiro e na periferia de outras grandes cidades. A radicalização do processo político pela via autoritária – no contexto atual – só beneficia aqueles que querem fazer do país um laboratório do fascismo pós-moderno, que transforma o ódio de classe em política de Estado e a informação, em mercadoria, para a formação de pessoas que não pensam e espumam ódio – por todos os poros – contra quem não tem as mesmas opiniões.
No discurso “Uma longa viagem na memória e na poesia” – quando Pablo Neruda recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1971- o poeta narrou a sua travessia dos Andes – décadas antes – em fuga como perseguido político. O brilho costumeiro das suas metáforas, ao narrar travessia de rios caudalosos, gargantas de montanhas batidas pelo vento gelado, penhascos ameaçadores, chega a momentos de beleza absoluta, nos quais o poeta flagra quando a “natureza” e o “humano”,  se fundem e se separam, como se fizessem uma antevisão do futuro.
Assim diz Neruda, no seu mais brilhante parágrafo, daquele discurso misto de epopeia e poesia:
 “A cada lado do rastro contemplei – naquela desolação selvagem – algo parecido como uma construção humana”. É o que estamos contemplando nas ruínas do naturalismo de mercado, imposto pelo dogma liberal, que o golpismo pós-moderno nos fez herdar: uma terrível construção humana, na qual se confundem a volta pobreza extrema, a submissão completa do Estado e da Política aos mercados financeiros, a dilapidação criminosa dos nossos recursos naturais e a ascensão da brutalidade fascista como viabilidade eleitoral.

Libertem Lula e deixem o país em paz!. Caso isso não ocorra, o Brasil provavelmente terá um Presidente ilegítimo – no próximo período – e o país poderá mergulhar numa longa noite de agonia, cujos desfechos são imprevisíveis. E o nosso rastro deixará uma desolação selvagem, como construção humana, onde só os mais fortes e os mais ricos -os poucos – sufocarão a vida e voz de milhões. Lula hoje, com seus defeitos, grandezas, brilhos e limites, é o Brasil aprisionado. Libertem Lula e deixem o país em paz!
(*) Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.
alfio Bogdan - Físico e Professor.

sábado, 9 de junho de 2018

dan2010: A pertinácia de uma mulher bela de conhecimento po...

dan2010: A pertinácia de uma mulher bela de conhecimento po...: A insustentável leveza de Gleisi Hoffmann | 9 de Junho de 2018   – A direita fascista não se irrita com a senadora Gleisi Hoffmann ap...

A pertinácia de uma mulher bela de conhecimento político...


 –A direita fascista não se irrita com a senadora Gleisi Hoffmann apenas por sua incansável luta pela redemocratização do país. O que mais dói na direita fascista brasileira é sua insustentável leveza do ser. Eu poderia dizer que a "leveza" de Gleisi tem a ver com o fato de ela ser magra, esbelta e extremamente bonita, mas isso soaria antiquado e diversionista. 
–Gleisi é magra, esbelta, linda. Sua elegância incomoda. Mas sua luta intransigente pela redemocratização do país e sua garra diante da situação inédita de terra arrasada, liderando o maior partido popular do Brasil (passa de 2,1 milhões de filiados/as) e sendo a transmutação da voz do maior líder político da história a elevam a uma nova categoria. 
Gleisi foi eleita presidente do PT com o apoio maciço do partido. A bênção de Lula, no entanto, deixou-a em uma posição de liderança pouco comum para um partido com tantos quadros e correntes. Gleisi é uma quase unanimidade porque ela aceitou o desafio de conduzir o partido nessa travessia dolorosa do golpe. Gleisi exerce talvez o papel mais importante que jamais um líder do PT exerceu.
Hoje, ela traduz e encarna o partido, a luta das mulheres, a luta pela democracia, a luta pela liberdade de Lula. Gleisi inspira, Gleisi encanta, Gleisi grita para todo o país todos os dias que a democracia vai voltar e vai voltar com as cifras da felicidade que habitam todo o espectro da esquerda nesse momento histórico. O país, não se enganem, corre um risco absolutamente inédito de perder o que lhe resta de identidade, a identidade de seu povo, não os mitos criados pela elite e que, estes sim, foram sendo perdidos após quatro governos extremamente democráticos. O país corre o risco de fragmentar sua soberania de maneira irrecuperável. O tombo institucional foi muito grande. Moro, FHC e poder judiciário como artífices de um ataque estrangeiro sem precedentes não representam o exotismo de um país carnavalesco e avacalhado apenas. É um parasitismo sério e com DNA subscrito: o DNA do mercado e dos EUA, no bojo da política imperialista sem limites e no limite de seu enfraquecimento (sabemos da China e do esfacelamento da sociedade americana diante de sua contradições e da saturação histórica de seu poder). De sorte - ou falta de - que estamos diante da mais dramática situação política e social da história do país. As riquezas naturais - depois do povo, o nosso maior patrimônio - estão sendo entregues de maneira torpe e ilegítima. A própria população está sendo jogada contra si através da Rede Globo e os gritos de separatismo ecoam perigosos nos centros financeiros e até acadêmicos.O Brasil não derrete como sempre derreteu, com suas instituições periodicamente falimentares e sua elite constantemente pusilânime e golpista. O Brasil derrete em sua soberania básica e em sua auto compreensão residual de país. É por isso que Gleisi Hoffmann encarna uma das mais emblemáticas líderes políticas da nossa história, já, neste momento em que ela surge como catalisador político e núcleo irradiador de decisões, sendo a voz em liberdade que Lula encontrou para exercer sua crescente e eterna ascendência sobre o povo brasileiro. 
Gleisi não é um "instrumento" de Lula, embora isso fosse também digno de honraria histórica. Até porque Lula, assim como a esquerda legítima, não entende as pessoas como vetores instrumentais, visão dominante no espectro da direita darwinista brasileira. 
Gleisi é persona, é dicção, é inteligência, é transparência, é coragem, é articulação, é o espírito incansável que não se intimida com o assédio misógino do poder judiciário nem com o jogo baixo da contra informação fake do jornalismo de guerra. Gleisi é, neste momento, o norte do país, seu destino e suas circunstâncias. O Brasil do futuro passa por Gleisi Hoffmann. Não foi à toa que Lula a escolheu e nela depositou toda a sua verve e inteligência política. Lula, mais uma vez, sabe com o que está lidando em termos de estatura espiritual e em termos de lealdade visceral. É bonito ver a relação profunda e intensa que Lula e Gleisi construíram juntos. 
Gleisi, portanto, passou a incomodar muito, quase tanto quanto Lula. Senadores tucanos e políticos golpistas em geral a temem, porque sabem da dimensão de sua palavra, investida de legitimidade e investida do discurso e do ethos de Lula. Gleisi não nega a origem nem o gênero. Lutou por Dilma como uma guerreira da mesma estatura da presidente legítima. Foram dois ícones na luta contra o impeachment sem crime. É evidente e admirável o quanto Gleisi e a própria Dilma cresceram após o impeachment. Hoje, ambas mal conseguem disfarçar o sorriso pleno da imensa vitória moral que lhes abastece a alma. Sorriso acompanhado de luta. Na noite de ontem em Contagem, enquanto sites fascistas espalhavam memes sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, de pautar seu julgamento, Gleisi sorria. Sorria e empunhava sua força política e sua beleza insuportável para o horrendo golpe e seus machos velhos e feios. 
Sorria livre, leve e solta.
–“Só é grave aquilo que é necessário, só tem valor aquilo que pesa.”“’Tem de ser assim’, Tomas repetia para si mesmo, mas logo começou a ter dúvidas: teria mesmo de ser?”“Mas o homem, porque não tem senão uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipótese através de experimentos, de maneira que não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento.”“…será que um acontecimento não se torna mais importante e carregado de significados quando depende de um número maior de circunstâncias fortuitas?”“Mas o amor nascente aguçou nela a percepção da beleza, e ela jamais esquecerá essa música. Toda vez que a ouvir, tudo o que acontecer em torno dela, nesse momento, ficará impregnado com seu brilho.
–Do artista austríaco Christian Schloe
“Aquele que deseja continuamente ‘elevar-se’ deve esperar um dia pela vertigem. O que é a vertigem? O medo de cair? Mas porque sentimos vertigem num mirante cercado por uma balaustrada? A vertigem não é o medo de cair, é outra coisa. É a voz do vazio embaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual logo nos defendemos aterrorizados.”
“Mas era justamente o fraco que deveria saber ser forte e partir…”
“Aquilo que não é consequência de uma escolha não pode ser considerado como mérito ou fracasso. Diante de uma condição que nos é imposta, é preciso, pensa Sabina, encontrar a atitude certa. Parecia-lhe tão absurdo insurgir-se contra o fato de ter nascido mulher quanto glorificar-se disso.”
“Por mais cruel que tenha sido a vida, no cemitério sempre existe a mesma serenidade.”
“São precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os limites das possibilidades humanas e que traçam as fronteiras da nossa existência.”“Os regimes criminosos não foram feitos por criminosos mas por entusiastas convencidos de terem descoberto o único caminho para o paraíso. Defendiam corajosamente esse caminho, executando, por isso, centenas de pessoas. Mais tarde ficou claro como o dia que o paraíso não existia e que, portanto, os entusiastas eram assassinos.”Clique na imagem para conhecer o livro.“Quando nos defrontamos com alguém que é amável, atencioso e delicado, é muito difícil ficar convencido a cada instante de que nada do que é dito é verdadeiro, de que nada é sincero. Para duvidar (contínua e sistematicamente, sem um segundo de hesitação), é necessário um esforço gigantesco e muita prática.”“Já havia compreendido que as pessoas se alegravam tanto com a humilhação moral do próximo, que jamais abriam mão desse prazer ouvindo explicações.”“No começo do Gênese está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os animais. É claro, o Gênese foi escrito por um homem e não por um cavalo.”“Não estava certo de ter agido bem, mas estava certo de ter agido como queria.
Alfio Bogdan -Físico e Professor

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dan2010: ⟪ "Depois de mais um golpe como esse nós temos a t...: ⟪   "Depois de mais um golpe como esse nós temos a total certeza de que Lula é um preso político. Sabe aquele acordo com supremo e tu...
⟪ "Depois de mais um golpe como esse nós temos a total certeza de que Lula é um preso político. Sabe aquele acordo com supremo e tudo? Ele está cada vez mais forte e ostensivo", escreveu no Twitter o deputado fed. Marco Maia (PT-RS). ≪Dezenas de juristas participaram, em Porto Alegre, da fundação do núcleo gaúcho da Associação Brasil de Juristas pela Democracia (AJBD), ligada a uma iniciativa nacional formada para a defesa da democracia na esteira do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT)≫ ►”Não se admirem pelo h.c. dado a Paulo Preto por Gilmar Mendes. Ele é membro do STF que é parte vergonhosa e envergonhada do golpe".◄ "Quando é contra ditadores, torturadores e assassinos, Temer 'acha a história muito estranha'. Quando é contra a democracia, impeachment sem crime, ou uma condenação sem provas, é o primeiro a comemorar≫. ◄►O ex-presidente da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo Adriano Diogo destacou em um artigo publicado no site Outras Palavras que apesar do impacto advindo da revelação do documento da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA, relatando uma reunião do presidente Ernesto Geisel e generais que, em março de 1974, decidiram prosseguir com o programa macabro de execução sumária de opositores do regime, o assunto era "há anos, largamente conhecido pelas organizações de direitos humanos e de familiares de mortos e desaparecidos políticos"⟫
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Alfio Bogdan

sábado, 2 de junho de 2018

dan2010: Ser Radical, no momento, é ser de direita.

dan2010: Ser Radical, no momento, é ser de direita.: NO MOMENTO, RADICALISMO SÓ INTERESSA À DIRETA. Não sou cientista político, mas tenho alguma sensibilidade. Por isso, continuou sustentand...

Ser Radical, no momento, é ser de direita.

NO MOMENTO, RADICALISMO SÓ INTERESSA À DIRETA.
Não sou cientista político, mas tenho alguma sensibilidade. Por isso, continuou sustentando:
Os movimentos sociais e políticos precisam abandonar a estratégia de "Fora Temer; Diretas Já".
Primeiro, porque o governo do golpista Temer, na prática, já acabou e uma ruptura na ordem jurídica somente pode interessar à direita, que não quer a realização das próximas eleições presidenciais (ela não tem sequer um candidato viável).
Em segundo lugar, As eleições diretas já estão conquistadas. Vão ser em outubro próximo, logo após da Copa do Mundo de Futebol.
Chegando ao poder, em janeiro próximo, as forças de esquerda darão a devida atenção às questões relativas à Petrobrás. 
O Lula (ou quem o substituir) terá o prazer de tirar o senhor Parente da sua presidência.
Vamos ter um pouco de paciência e senso de oportunidade. No momento, radicalismos só podem beneficiar as forças da direita.
Afranio Silva Jardim, professor de Direita da Uerj.
Alfio Bogdan - Físico e Professor - analista de acidente de trânsito