domingo, 29 de abril de 2018
dan2010: Titular da UEM desossa Moro e Dalgnol
dan2010: Titular da UEM desossa Moro e Dalgnol: Texto do professor Marcos César Danhoni Neves sobre Moro e Dallagnol.... Sou professor titular de Física numa universidade pública (Un...
Titular da UEM desossa Moro e Dalgnol
Texto do professor Marcos César Danhoni Neves sobre Moro e
Dallagnol....
Sou
professor titular de Física numa universidade pública (Universidade Estadual de
Maringá-UEM) desde 2001 e docente e pesquisador há quase 30 anos. Sou
especialista em história e epistemologia da ciência, educação científica, além
de processos de ensino-aprendizagem e análise de discursos. Orientei mais de
250 alunos de graduação, especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado,
além de professores (in) service. Conto tudo isso, como preâmbulo, não para me
gabar, mas para salientar que li milhares de páginas de alunos brilhantes,
medianos e regulares em suas argumentações de pesquisa.
Dito isso, passo a analisar duas pessoas que compõem o imaginário mítico-heróico de nossa contemporaneidade nacional: Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. Em relação ao primeiro, Moro, trabalhei ativamente para impedir, junto com um coletivo de outros colegas, para que não recebesse o título de Doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Maringá. Moro tem um currículo péssimo: uma página no sistema Lattes (do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico ligado ao extinto MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia). Lista somente 4 livros e 5 artigos publicados.
Dito isso, passo a analisar duas pessoas que compõem o imaginário mítico-heróico de nossa contemporaneidade nacional: Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. Em relação ao primeiro, Moro, trabalhei ativamente para impedir, junto com um coletivo de outros colegas, para que não recebesse o título de Doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Maringá. Moro tem um currículo péssimo: uma página no sistema Lattes (do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico ligado ao extinto MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia). Lista somente 4 livros e 5 artigos publicados.
Mesmo sua formação acadêmica é
estranha: mestrado e doutorado obtidos em três anos. Isso precisaria ser
investigado, pois a formação mínima regulada pela CAPES-MEC (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Ministério da Educação) é de 24
meses para Mestrado e 48 meses para o Doutorado. Significa que “algo” ocorreu
nessa formação apressada.. Que “algo” é esse, é necessário apurar com rigor
jurídico.
Além
de analisar a vida acadêmica de Moro para impedir que ele recebesse um título
que não merecia, analisei também um trabalho seminal que ele traduziu: “O uso
de um criminoso como testemunha: um problema especial”, de Stephen S. Trott.
Mostrei que Moro não entendeu nada do que traduziu sobre delação premiada e não
seguiu nada das cautelas apresentadas pelos casos daquele artigo. Se seguirmos
o texto de mais de 200 páginas da condenação do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, e guiando-me pela minha experiência em pesquisa qualitativa, análise de
discurso e fenomenologia, notamos claramente que parte significativa do texto consiste
em Moro tentar apagar suas digitais, sem sucesso, ao desdizer que agiu com
imparcialidade.
Nestas
páginas robustas lemos uma declaração clara de culpa: Moro considera a parte da
defesa de Lula em menos de 1% do texto total! E dos mais de 900 parágrafos,
somente nos cinco finais alinhava sua denúncia e sentença sem provas baseada
num misto frankensteiniano de “explanacionismo” (uma “doutrina” jurídica
personalíssima criada por Deltan Dallagnol) e “teoria do domínio do fato”, ou
seja, sentença exarada sobre ilações, somente. Aqui uso a minha experiência
como professor e pesquisador: quando um estudante escreve um texto (TCC,
monografia, dissertação, tese, capítulo de livro, livro, ensaio, artigo),
considero o trabalho muito bom quando a conclusão é robusta e costura de forma
clara e argumentativa as premissas, a metodologia e as limitações do modelo
adotado de investigação.
Dissertações
e teses que finalizam com duas ou três páginas demonstram uma análise rápida,
superficial e incompetente. Estas reprovo imediatamente. Não quero
investigadores apressados, superficiais! Se Moro fosse meu aluno, eu o teria
reprovado com esta sentença ridícula e persecutória. Mal disfarçou sua pressa
em liquidar sua vítima. Em relação a outro personagem, o também vendedor de
palestras Deltan Dallagnol, há muito o que se dizer. Angariou um título de
doutor honoris causanuma faculdade privada cujo dono está sendo processado por
falcatruas que o MP deveria investigar. O promotor Dallagnol não seguiu uma
única oitiva das testemunhas de defesa e acusação de Lula, além daquela do
próprio ex-presidente.
Eu trabalho em pós-graduações
stricto sensu de duas universidades públicas: uma em Maringá e outra em Ponta
Grossa. Graças a isso fui contactado por meio de um coletivo para averiguar a
dúvida sobre a compra por parte de Dallagnol de apartamentos do Programa Minha
Casa Minha Vida em condomínio próximo à UEPG (Universidade Estadual de Ponta
Grossa). Visitei os imóveis guiado por uma corretora e me dirigi ao Cartório de
Registro de Imóveis da cidade. Após algumas semanas, a resposta: os dois
apartamentos modestíssimos, destinados a gente pobre, tinham sido adquiridos
pelo Promotor e estavam à venda com um lucro líquido em menos de um ano de
aquisição de 135 mil reais.
Reuni o material e disponibilizei
para a imprensa livre (aqui a matéria do DCM). O promotor teve que admitir que
comprou os apartamentos para ganhar dinheiro na especulação imobiliária, sem
resquícios de culpa ou de valores morais em ter adquirido imóveis destinados a
famílias com renda de até R$ 6.500,00 (Deltan chegou a ganhar mais de R$
80.000,00 de salários – além do teto constitucional, de cerca de R$ 35.000,00;
e mais de R$ 220.000,00 em suas suspeitosas palestras).
Bom, analisando os discursos de
Dallagnol, notamos claramente a carga de preconceito que o fez construir uma
“doutrina” de nome exótico, o “explanacionismo”, para obter a condenação de um
acusado sem prova de crime. Chega a usar de forma cosmética uma teoria de
probabilidade – o bayesianismo – que ele nem sequer conhece ao defender a
relativização do conceito de prova: vale seu auto-de-fé a qualquer
materialidade de prova, corrompendo os princípios basilares do Direito.
Como meu aluno, ou candidato a
uma banca de defesa, eu também o teria reprovado: apressado, superficial e sem
argumentação lógica.
Resumindo:
Dallagnol e Moro ainda vestem fraldas na ciência do Direito. São guiados por preconceitos e pela cegueira da política
sobre o Jurídico. Quando tornei-me professor titular aos 38 anos, eu o fiz
baseado numa obra maturada em dezenas e dezenas de artigos, livros, capítulos,
orientações de estudantes e coordenações de projetos de pesquisa. Infelizmente,
estes dois personagens de nossa República contemporânea seriam reprovados em
qualquer universidade séria por apresentar teses tão esdrúxulas, pouco
argumentativas e vazias de provas.
Mas a
“Justiça” brasileira está arquitetada sobre o princípio da incompetência, da
vilania e do desprezo à Democracia.
Neste
contexto, Moro e Dallagnol se consagram como “heróis” de papel que ficariam
muito bem sob a custódia de um Mussolini ou de Roland Freisler, que era o
presidente do Volksgerichtshof, o Tribunal Popular da Alemanha nazista. Estamos
sob o domínio do medo e do neo-integralismo brasileiro.
*Marcos César Danhoni Neves é
professor titular da Universidade Estadual de Maringá e autor do livro “Do
Infinito, do Mínimo e da Inquisição em Giordano Bruno”, entre outras obras.
domingo, 22 de abril de 2018
dan2010: O scracho público da Senadora Ana Amélia - PP/RS
dan2010: O scracho público da Senadora Ana Amélia - PP/RS: Hoje, 6 de maio de 2016, nós do Levante Popular da Juventude escrachamos a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), atualmente uma das maiores i...
O scracho público da Senadora Ana Amélia - PP/RS
Hoje, 6 de maio de 2016, nós do Levante
Popular da Juventude escrachamos a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS),
atualmente uma das maiores inimigas do povo brasileiro. Neste mesmo dia, no
Senado, a Comissão Especial do Impeachment vota a admissibilidade do processo
contra Dilma Rousseff - que não cometeu nenhum crime de responsabilidade - e a
senadora gaúcha integra essa comissão, já tendo declarado sua posição golpista.
O escracho aconteceu na frente do seu escritório político, em Porto
Alegre.
Assim como fizemos com os torturadores da
Ditadura em 2012, com a Rede Globo em 2013, com Eduardo Cunha (PMDB) em 2015 e
com o Michel Temer (PMDB) e Jair Bolsonaro (PP) no mês de abril deste ano,
deixamos aqui as razões que nos levaram a escrachar Ana Amélia.
Ana Amélia é golpista: ela é uma das principais
apoiadoras e articuladores do Golpe em curso, especialmente dentro do Senado.
Sobre a possibilidade de se tornar relatora da Comissão, disse que se sentiria
“honrada”. Defende a legalidade e constitucionalidade do processo de impeachment,
que não é nada mais do que um golpe.
Ana Amélia é orfã da ditadura militar: seu partido é o
Partido Progressista (PP), oriundo do antigo ARENA (partido da ditadura
militar). Ana Amélia foi Cargo de Comissão (CC) do próprio marido – o senador
biônico Octávio Omar Cardoso e líder do ARENA – no senado, em 1986. Para
exercer essa função, recebia o equivalente, hoje, a 8 mil reais. Ao mesmo
tempo, era diretora da RBS, a primeira afiliada da Globo, em Brasília.
Ana Amélia é corrupta: a
senadora do PP omitiu a propriedade de bens móveis e imóveis na declaração
feita à Justiça Eleitoral, nas eleições de 2014. Ana Amélia não incluiu, entre
os bens declarados, uma fazenda que possui no município de Formosa, em Goiás,
onde cria bovinos. Segundo a declaração pública do espólio de Octávio Omar
Cardoso, ela também “esqueceu de declarar” na lista um terreno em Brasília, no
valor de R$ 1.467.758,62. Do seu marido, Ana Amélia herdou metade do patrimônio
– R$ 4.738.538,78. Os bens declarados ao Tribunal Regional Eleitoral-RS somam
apenas R$ 2.550.086,69.
Ana Amélia é ruralista: tentou fugir do
estigma de ruralista escondendo a sua fazenda, mas a verdade é que é dona de
680 hectares de terras em Goiás e cerca de 600 cabeças de gado e que se tornou,
ao longo dos anos, porta-voz dos interesses do agronegócio e da bancada
ruralista.
Ana Amélia defende os interesses da RBS:
a senadora eleita pelo Rio Grande do Sul (RS) não mora no estado há décadas.
Durante 33 anos trabalhou na RBS e só se elegeu graças à emissora. O seu papel
é de defender os interesses da mídia golpista, do Grupo RBS e da família
Sirotsky - que deve mais de R$ 6 milhões ao estado - na política brasileira.
Para Ana Amélia, Globo é “compromisso com a transparência, com a verdade e
também com a ética”, mas o povo brasileiro sabe bem que não.
Ana Amélia é autora da PL conhecida como
“AI-5 da Copa”: foi uma das autoras da PL 728/2011, que ficou conhecida como
“AI-5 da Copa”, porque propunha que protestos durante a Copa do Mundo no Brasil
fossem considerados terrorismo.
Por estes motivos é que dizemos: Ana Amélia
não nos representa e não representa o povo brasileiro. Não descansaremos até
que a democracia seja reestabelecida.
Não vamos aceitar o golpe!
Golpistas, ruralistas, filhotes da
ditadura: NÃO PASSARÃO!
Pátria livre, venceremos!
Coletivo Nacional de Comunicação do Levante
Popular da Juventude
Originalmente do GGN de LUIZ DE QUEIROZ
Alfio Bogdan - Físico e Professor
dan2010: Todo poder emana do povo. Como fazer-nos legítimos...
dan2010: Todo poder emana do povo. Como fazer-nos legítimos...: Manifesto da sociedade dos indivíduos Divulgação originária em Migalhas .com.br Luiz Carlos Guglielmetti Chega de elegermos p...
Todo poder emana do povo. Como fazer-nos legítimos para exercê-lo?
Manifesto da sociedade dos
indivíduos
Divulgação originária em Migalhas.com.br
Luiz Carlos Guglielmetti
Chega
de elegermos pessoas que colonizam o interesse público e agem como se o estado
fosse um cartório para atender interesses privados e toda sorte de negócios
escusos, sem qualquer efetivo controle social.
A
sociedade que conhecemos atualmente é resultado de padrões, códigos e regras
que formatam as condições e perspectivas de vida. Somos indivíduos livres,
adaptados às regras sociais previamente estabelecidas, como se fizéssemos parte
de um gigantesco condomínio, mas não temos voz nem expressão nesta entidade,
não passamos de dados e estatísticas.
Temos
um sistema político falido, onde podemos escolher os síndicos, mas uma vez
eleitos, se juntam a uma velha casta que tem apenas dois grandes dilemas: como
cobrir os gastos de campanha e como se perpetuar no poder? Outros integrantes
deste sistema que deveriam zelar pela lisura das condutas dos agentes públicos,
agem como um conselho fiscal, meramente figurativo. Agentes econômicos mantêm
relações promíscuas com entes públicos em todos os lugares e instâncias e o
resultado é a corrupção generalizada e a degradação econômica.
Nós
somos livres, mas nos tornamos escravos virtuais de um sistema que é controlado
por uma minoria e ainda temos vícios adquiridos no tempo da colonização, com
distribuição de benesses públicas, troca de favores e nomeação de pessoas, por
indicação, para cargos vitalícios, algumas delas para desembargadores e
ministros das mais altas cortes.
Para
exercermos a plena liberdade é preciso entendermos que o governo estatiza a
arrecadação através de tributos, a maior parte embutida nos preços de produtos
e serviços que consumimos, e privatiza os serviços públicos que deveriam ser
custeados com os recursos arrecadados, como saúde, segurança, educação e
transportes.
Como
nos libertarmos se não compreendemos o que nos domina e escraviza? Se nos
contentamos em poder comprar bens de consumo em suaves prestações, ainda que
custem o dobro do valor ofertado no exterior? Para sobrevivermos temos que
equalizar orçamentos, reduzir nossas necessidades e consumirmos menos, o que
deveria afetar a oferta e reduzir os preços, mas nem o mercado é livre, pois
grande parte dos custos são formados por preços controlados, como energia
elétrica e combustíveis.
Como
sermos livres se a maioria ainda acredita em agentes públicos que distribuem
migalhas disfarçadas de programas de assistência social? Como vermos vantagem
em programas de crédito educativo que apenas financiam as instituições
privadas, em vez de expandir as instituições públicas? Como acreditarmos num
Judiciário que está mais preocupado em equiparar salários e benefícios dos
magistrados, do que em distribuir justiça?
A
verdade que liberta também incomoda, porque é mais fácil nos contentarmos com
pão e circo, como escravos da diversão e entretenimento. A maior escravidão é
individual e está fundada no conformismo, mas a esperança de liberdade está na
coesão social.
Qualquer
movimento ou reação é repleto de riscos difíceis de prever, mas assistir
passivamente é sucumbir ao fracasso e destruição.
No
passado não muito remoto, os governos reprimiam a panfletagem nas ruas e
confiscavam os mimeógrafos que produziam cópias rudimentares. Hoje as redes
sociais poderiam se tornar instrumentos úteis de organização social.
Para
aqueles que ainda pensam que não pagam tributos, aprox. metade do que recebemos
como ganhos ou salários, é gasto com impostos embutidos nos preços dos produtos
e serviços que consumimos. O imposto sobre consumo representa 80% da
arrecadação brasileira, é o mais pesado e recai sobre a camada mais pobre da
população. Para piorar, mais da metade de tudo o que é arrecadado, é gasto
apenas com a manutenção da estrutura estatal.
Temos
liberdade para protestar, mas fingimos que não há nada contra o que se rebelar
e que não há nada que podemos fazer para mudar a situação, mas é preciso expressarmos
a nossa insatisfação, buscando os meios que possam conectar os movimentos para
produzir os resultados desejados. A liberdade que pensamos ter, chegará ao fim
com o caos econômico e social. Não é preciso sermos de esquerda ou de direita,
basta sermos brasileiros, porque num sistema falido não sobrará partidos
políticos. O povo tem o poder, mas não tem instrumentos para utilizá-lo, logo o
poder não emana do povo.
Chega
de elegermos pessoas que colonizam o interesse público e agem como se o estado
fosse um cartório para atender interesses privados e toda sorte de negócios
escusos, sem qualquer efetivo controle social.
Só
o pensamento de revolta não produz resultados, mas não importa o tamanho da
maldade ou destruição, sempre será possível desfazê-la com coragem, vontade e
determinação, movidos pela insatisfação, no intuito de construirmos uma
sociedade mais humana, mais digna e mais justa!
Alfio Bogdan - Físico e Professor
domingo, 15 de abril de 2018
dan2010: Texto divulgado pelo camarada Carlos Alexandre Gom...
dan2010: Texto divulgado pelo camarada Carlos Alexandre Gom...: Excelente texto: "Antes de ser empresário, antes mesmo de ser profissional formado e forjado pelo trabalho que caracterizou minha vid...
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