sábado, 30 de agosto de 2014

dan2010: O significado do cavaleiro solitário

dan2010: O significado do cavaleiro solitário: Há, inicialmente, uma tentação danada de experimentar o novo por melhor que seja o momento vivido. É o fascínio do desconhecido... É a pedr...

O significado do cavaleiro solitário

Há, inicialmente, uma tentação danada de experimentar o novo por melhor que seja o momento vivido. É o fascínio do desconhecido... É a pedra filosofal...
Todo fim de ciclo político abre espaço para os "outsiders" da política.
São períodos em que ocorre um aumento da inclusão, da participação popular e os mecanismos políticos tradicionais não mais dão conta da nova demanda. Há o descrédito em relação à política e, no seu rastro, o cavaleiro solitário, cavalgando o discurso moralista e trazendo a esperança  da grande freada de arrumação.
Fazem parte dessa mitologia políticos como Jânio Quadros, Fernando Collor e, agora, Marina Silva.
Jânio com o símbolo da vassourinha, quem não se lembra disso? Collor com a caça aos marajás exemplificando com a aplicação indefensável do ippon. Os resultados, todos assistimos ou lemos sobre. 
Tornam-se fenômenos populares, o canal por onde desaguará a insatisfação popular com o velho modelo.
No poder, isolam-se por falta de estrutura partidária ou mesmo de quadros em qualidade e quantidade suficiente para dar conta ro recado de administrar um país complexo como o Brasil.
Com poucos meses de mandato, a população percebe que não ocorrerá o milagre da transformação política brasileira e se desencantará com o salvador. Sem base política, sem o canal direto com o povo, perdem o comando e trazem a crise política. 
Sem que haja composição políticas não e consegue administrar o Brasil e isto ficou claro desde a redemocratização de 1945 o Brasil tornou-se um país difícil de administrar, dada a complexidade de forças e setores envolvidos. Só é administrável através das composições políticas.
Na última década, a complicação ficou maior porque floresceram uma nova sociedade civil, novas classes de incluídos e o fantasma da hiperinflação (e dos pacotes econômicos) não mais funcionava como agente organizador das expectativas e de desarme das resistências.
Contradições
O maior momento de Marina foi quando, na OMC (Organização Mundial de Comércio) defendeu o direito do Brasil proibir a importação de pneus. No episódio Cessna descobre-se, pasmem,  um sócio oculto do ex-governador Eduardo Campos, que enriqueceu com incentivos fiscais (do estado de Pernambuco) justamente para a importação de pneus.
Não apenas isso. Desagregadora... Individualização...
Sua vida profissional indica uma personalidade teimosa e desagregadora.
Começou a vida política com Chico Mendes ( a quem chamou de representante da burguesia). Depois, rompeu com ele e aderiu ao PT. Foi parceira de Jorge Vianna, governador do Acre. Rompeu com Jorge, tornou-se Ministra de Lula.
Em contínuas rotas de colisão com a então Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, acerca da exploração da energia na Amazônia. Perdia os embates nas reuniões Ministeriais, mas criava enormes empecilhos no licenciamento ambiental.
Nas reuniões ministeriais, jamais abria mão de posições. Quando derrotada, se auto-vitimizava e, nos bastidores, jogava contra as decisões com as quais não concordava.
Saiu do governo Lula no dia em que anunciou seus planos para a Amazônia e Lula entregou a gestão para Roberto Mangabeira Unger.
Saiu do governo Lula, entrou no PV e promoveu um racha no partido. Tentou montar a Rede, juntou-se com o PSB e criou conflitos de monta com os principais auxiliares de Campos.
A teimosia em geral estava a serviço de ideias e conceitos totalmente anticientíficos.
Combateu as pesquisas com células tronco. Em 2010, em uma famosa entrevista no Colégio Marista, em Brasília, anunciou que proibiria ensinar Darwin nas escolas, por ser a favor do criacionismo.
Se o país resolver insistir na aposta no personagem salvador, só há uma coisa a dizer: bem feito!
Relativizando a posição de Marina sobre o criacionismo e a célula tronco
FOLHA - Antes de mudar de partido, a sra. mudou de religião, de católica para evangélica. No ano passado, equiparou a teoria da evolução de Charles Darwin ao criacionismo, que atribui a origem da vida a Deus. Entre fé e ciência, a sra. fica com a fé?
MARINA SILVA - Houve um completo mal-entendido. Fui dar palestra em uma universidade adventista, que é uma faculdade confessional. A legislação brasileira permite as escolas e as faculdades confessionais, que têm o direito de fazer a abordagem do ensino a partir da perspectiva religiosa.
Um jovem me perguntou o que eu achava de as escolas adventistas ensinarem o criacionismo. Respondi que, desde que ensine também a teoria da evolução, não vejo problema. A partir daí, as pessoas começaram a dizer que eu estava defendendo o criacionismo. Sou professora, nunca defendi essa tese e nem me considero criacionista. Porque o criacionismo é uma tentativa de explicação como se fosse científica para responder a questão da criação em oposição ao evolucionismo. Apenas acredito em Deus, é uma questão de fé. Nunca tive dificuldade em respeitar e me relacionar com os ateus, com pessoas que professam outras crenças ou outra forma de pensar diferente da minha.
Alfio Bogdan // Texto Inicialmente no Blog do Miro. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

dan2010: Inoportunos sorrisos de Marina e seu assessor sobr...

dan2010: Inoportunos sorrisos de Marina e seu assessor sobr...: Poucas vezes na história política brasileira o velório de um homem público causou tamanha comoção popular e teve uma cobertura midiática tã...

Inoportunos sorrisos de Marina e seu assessor sobre o caixão de Eduardo

Poucas vezes na história política brasileira o velório de um homem público causou tamanha comoção popular e teve uma cobertura midiática tão intensa quanto o de Eduardo Campos. Há várias explicações para isso, entre elas o fato de a morte ter se dado de forma trágica e ter interrompido subitamente uma carreira política em ascensão. Eduardo tinha menos de 10% nas pesquisas para presidente da República, mas em 2010 foi reeleito com 82% dos votos em Pernambuco. Ou seja, em seu estado era uma liderança popular inconteste e todas as homenagens que recebeu hoje são, além de merecidas, compreensíveis.

Ao mesmo tempo não se pode deixar de perceber uma narrativa midiática claramente politizada do episódio. Vários veículos de comunicação estão aproveitando o sentimento sincero de milhares de pessoas para capitalizar politicamente. O UOL, por exemplo, tem como um dos seus principais destaques desde cedo uma nota informando que Lula e Dilma teriam sido vaiados no velório. O próprio texto informa que depois os aplausos abafaram as vaias. Mas no título só há destaque para os apupos negativos.

Na GloboNews também se criou um clima de cobertura com toque oposicionista durante todo o dia. O jornalista Luis Carlos Azenha que está em Recife aponta que entre outras coisas a emissora escondeu a emoção de Lula.

Nas redes sociais, porém, o fato político de destaque foi outro. A foto em que Marina Silva aparece ao lado do caixão de Eduardo Campos sorrindo se tornou o meme do dia. O contexto da foto não é claro, mas muitos consideraram aquele sorriso como sinal de desrespeito. E um sinal de que ela estava feliz com o desfecho para a sua candidatura.

É preciso ter muito cuidado quando se é pessoa pública. Todos seus gestos podem ser mal interpretados a partir de um flagrante fora de contexto. No caso de Marina Silva, esse cuidado no velório de hoje deveria ter sido redobrado, afinal ela se tornará herdeira da vaga de Campos.

Dito isso, é preciso ser muito mal intencionado para tentar instrumentalizar politicamente essa foto atribuindo à candidata uma satisfação pela morte de Campos. Marina sorriu ao lado do caixão como muitos de nós já devemos ter feito isso ao lado de entes queridos. Em algum momento alguém conta uma história divertida do morto, fala de um momento em que ele fez algo emocinante ou mesmo conta uma piada e as pessoas riem.

O ser humano também ri em enterros. E isso às vezes é uma forma de homenagear aquele que se foi.


Marina terá uma campanha onde vai ter de ser questionada sobre muitas coisas. Ela precisará deixar mais claro suas posições a respeito da economia, de programas sociais, de obras na área energética, de com quem pretende governar se eleita, até porque se elegerá por um partido com o qual tem pouca identidade etc e tal. Mas tomara que não tenha que ficar dando explicações sobre uma foto em que sorria ao lado de um caixão. Tomara, também, que não busque fazer uso político da trágica morte de Eduardo Campos. Nem uma coisa nem outra farão bem ao processo democrático.
Publicado no Contexto livre - Renato Rovai
Alfio Bogdan - Físico e Professor.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

dan2010: A SONEGAÇÃO SUPERA EM MUITO A CORRUPÇÃO

dan2010: A SONEGAÇÃO SUPERA EM MUITO A CORRUPÇÃO: Em valores, a evasão fiscal no Brasil, em (2011), foi de US$ 280 bilhões,   só atrás dos EUA, [US$ 337 bilhões]. A Rússia está lá encima co...

A SONEGAÇÃO SUPERA EM MUITO A CORRUPÇÃO

Em valores, a evasão fiscal no Brasil, em (2011), foi de US$ 280 bilhões, só atrás dos EUA, [US$ 337 bilhões]. A Rússia está lá encima com US$ 211 bilhões.  Em termos de PIB, as coisas tomam outro contorno: Brasil com 13,4% do PIB; Rússia, 14,2% de seu PIB e os EUA, 2,3% do PIB.
Mais estarrecedor ainda é que a ►SONEGAÇÃO desvia muito mais dinheiro do que a ►CORRUPÇÃO. Com tal montante, US$ 280 bilhões de dólares, ≪sonegados por ano≫poder-se-ia fazer uma revolução na saúde e na educação brasileiras. Quem sonega?
A Globo se mostra toda solícita e altamente descritiva com a morte de Eduardo Campos encaminhando para a possibilidade de realizar espetacular manipulação do emocional da população, é mais que interessante o povo brasileiro ficar sabendo que a Globo não tem condição moral de ser “árbitro” de nenhuma disputa eleitoral como quer interferir.
O momento é propício para que uma direcionada campanha contra a sonegação de impostos fosse para as Ruas.
Há que se promover um verdadeiro choque de moral na nossa ainda jovem democracia brasileira. Revisão de conceitos já. Infelizmente o pedido de vista do min. Gilmar Mendes tirando de votação o processo sobre financiamento privado de campanha. Lógico que a elite brasileira, não alimenta interesse em patrocinar campanhas contra a sonegação. A razão é que ela é a que mais sonega no mundo inteiro.
Não há como negar que além da reforma política, urge uma reforma tributária profunda!
O que mais interessa ao brasileiro comum é a conclusão de que os auditores fiscais estimam que, =►se a sonegação fosse reduzida, =►a carga tributária poderia ser brutalmente reduzida no país.

A campanha contra a sonegação deveria ser incorporada POR todas as campanhas contra a corrupção, até porque está em jogo valores muito, mas muito maiores, e as duas doenças, sonegação e corrupção, estão ligadas organicamente. =►O dinheiro sonegado é o mesmo usado para corromper.
Alfio Bogdan - Físico e Professor
Fonte: o cafezino

quarta-feira, 13 de agosto de 2014